
O ex-presidente Lula tem defendido financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para outros países, feitos em larga escala durante o governo e no de Dilma Rousseff. A mais recente defesa desse tipo de empréstimo foi feita no mês passado, no programa do apresentador Ratinho, no SBT. ” Todo mundo paga, você pode ter dificuldade ali ou aqui mas, no final todo mundo paga”, afirmou.
Fortemente impulsionada nos governos do PT e suspensa em 2017, a política de financiamento de obras de engenharia no exterior pelo BNDES ainda mantém um saldo de US$ 1,1 bilhão – cerca de R$ 5,2 bilhões, a serem pagos por 12 países à instituição de fomento. Dessa cifra US$ 680 milhões (cerca de R$ 3,6 bilhões), ou 62%, correspondem à dívida de Cuba e Venezuela.
Embora sejam tratados como empréstimos a outros países, os contratos referem-se, a rigor, a apoios concedidos a empresas brasileiras para exportação de bens e serviços. Os pagamentos são feitos pelo BNDES às companhias nacionais, em reais, após a comprovação das operações. O importador – que pode ser um ente público ou privado – torna-se, então, devedor do banco.
Esse tipo de financiamento abrange diversos setores de indústria, comércio e serviços e já teve como destino 48 nações. A grande polêmica, no entanto, recaiu sobre os serviços de engenharia. Além de envolverem grandes construtoras que acabaram tendo seus nomes envolvidos em escândalos de corrupção, durante as gestões petistas a modalidade priorizou contratos com governos de esquerda, considerados aliados políticos.
O PT argumenta que o negócio é rentável e estratégico para o banco e para o país, uma vez que permite que empresas brasileiras prestem serviços fora e gerem riquezas para o Brasil. “Todos os grandes países – Estados Unidos, Alemanha, Japão, entre muitos outros – têm esse tipo de financiamento para ajudar as suas empresas. Isso existe no mundo inteiro”, disse recentemente a ex-ministra do Planejamento, Miriam Belchior, em entrevista ao canal do partido.
Veja



Comente aqui