
Em novembro do ano passado, quando o Banco Central lançou o Pix, pensou-se que o sistema de transferências eletrônicas em poucos segundos no celular se tornaria algo útil naquele momento de dividir a conta com os amigos no bar ou mandar algum dinheiro rapidamente para alguém da família. Mas, um ano depois, o alcance do Pix foi bem maior que o esperado.
Segundo dados do BC, 45,6 milhões de pessoas que não realizavam transações bancárias eletrônicas como TED ou DOC há um ano agora “fazem um Pix” com frequência, sendo que 34 milhões usam apenas essa ferramenta.
O nome do sistema está nas conversas, inspira gírias e até paquera. A rápida popularização — foram mais de 1 bilhão de operações só em setembro — tornou o novo meio de pagamento um elemento importante da economia do país, que amplia o acesso ao sistema bancário e viabiliza negócios.
Somente no mês passado, R$ 52 bilhões foram pagos por consumidores via Pix. Isso significa uma economia de ao menos R$ 400 milhões no mês para empresas sem as tarifas que essas transações teriam no cartão de débito.
Dessa forma, o Pix já é capaz de reduzir em R$ 4,8 bilhões os custos bancários do setor produtivo em um ano. O cálculo leva em consideração parâmetros de técnicos do BC, partindo da suposição de que 70% dos pagamentos por Pix seriam feitos por débito, com taxa de 1,1% a cada transação.
A maior parte das transações do Pix, 75%, é entre pessoas físicas — são 105,2 milhões de CPFs e mais de 112 milhões de chaves cadastrados —, mas a participação das empresas está aumentando. Em dezembro de 2020, pagamentos de pessoas a empresas foram 6% do total. No mês passado, 16%.
Atualmente, 7,4 milhões empresas utilizam esse meio de pagamento.
Com informações O Globo






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