A Polícia Civil da Paraíba, a partir do trabalho investigativo da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Capital, realizou nesta sexta-feira, 22, a maior apreensão de drogas desse ano no Estado. Foram apreendidos cerca de 300 Kg de drogas, sendo 250 Kg de maconha e 50 Kg de pasta base de cocaína. Duas pessoas foram presas e autuadas em flagrante delito pelo crime insculpido nos Arts. 33 e 35, da Lei n 11.343/06.
Segundo o delegado Bruno Victor, titular da DRE, a operação foi denominada de Tatu, pois toda a droga e também uma máquina para fazer a prensagem, foram encontrados enterrados em uma granja localizada na Praia do Sol, em João Pessoa.
Nessa granja foi preso um homem que estaria tomando conta do material ilícito, mas em um apartamento do bairro dos Bancários foi presa uma mulher que seria a responsável pela droga.
“Com essa mulher encontramos cadernos com anotações referentes à entrega da droga. Estamos investigando de onde vinha o material, mas já sabemos que seria para consumo na região metropolitana de João Pessoa e também para Campina Grande”, disse o delegado Bruno Victor.
Ainda segundo o delegado, as investigações começaram há pouco mais de um mês e os agentes da DRE estavam monitorando o grupo suspeito do tráfico.
“Desde às quatro horas da manhã estávamos monitorando e durante a manhã de hoje identificamos o carro do suspeito. Ao segui-lo fomos levados à granja da Praia do Sol e lá encontramos a maior quantidade de droga apreendida na Paraíba este ano”, finalizou.
A população pode colaborar com a Polícia Civil fazendo qualquer tipo de denúncia através do número 197 (Disque-Denúncia). A ligação é gratuita e anônima, garantindo o sigilo absoluto.
Tanto o delegado quanto Everton Aires e Eduardo Jorge Ferreira, os agentes da Polícia Civil, são suspeitos de integrar essa organização criminosa que também teriam outras seis pessoas, de uma facção criminosa, relacionadas.
Segundo a Polícia Civil, o grupo contava com a participação de agentes públicos que utilizavam a estrutura do Estado para favorecer as atividades ilícitas.
A reportagem especial no Fantástico é conduzida pelo jornalista Maurício Ferraz, que esteve presencialmente em João Pessoa, para apurar as informações. Em uma das imagens exibidas na chamada do programa, é possível ver Everton Aires falando sobre desvios de drogas por um áudio. Veja mais abaixo.
O programa vai ser exbido logo após o “Domingão”, às 20h30, no horário de Brasília.
Na operação da terça-feira (2), foram cumpridos oito mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões dos investigados. Uma pessoa ainda foi presa em flagrante na operação.
Nessa decisão também é apontado que naquela ocasião dois investigadores da Polícia Civil, também presos pelo mesmo esquema, tentaram ficar com parte do dinheiro dessa venda ilegal específica que seria destinado ao delegado Braz Morroni.
No documento, é descrito que um dos agentes presos, Everton Aires, em 8 de dezembro de 2025, “reclamou de cobranças de drogas feitas pelo delegado” e ainda “planejou omitir do chefe uma venda de R$ 18 mil”. O outro agente é Eduardo Jorge Ferreira, conhecido como “Mão Branca”. O chefe, no caso, era considerado o próprio Braz Morroni, segundo o documento da Justiça, por conta do cargo maior que ele tinha dentro da corporação em relação aos agentes.
Principal apontado como operador do grupo criminoso é o investigador da Polícia Civil, Everton Rychelyson – Foto: TV Cabo Branco.
O documento afirma ainda que essa trâmite aconteceu com objetivo de “reter a cota do delegado e reinvestir no tráfico”. No entanto, 22 dias depois do recebimento do dinheiro oriundo da venda ilegal das drogas desviadas, a Justiça afirma que “Braz Morroni compareceu pessoalmente à delegacia para arrecadar sua cota em dinheiro”.
O segundo segundo investigador citado pela Justiça e que teria conversado com Everton sobre o descaminho ilegal da droga é Eduardo Jorge Ferreira, conhecido como “Mão Branca”.
Outro personagem do esquema é o investigador Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como “Mão Branca” – Foto: R.
Transferências financeiras feitas por Everton Aires, um dos integrantes dessa organização criminosa, para contas ligadas ao delegado, além de conversas interceptadas que indicariam a reserva de uma parcela dos lucros para Braz em operações de tráfico e comércio ilícito de drogas.
A investigação sustenta que Braz Morroni recebia repasses de dinheiro provenientes das negociações realizadas pelos dois investigadores, cobrava rapidez na recuperação de valores referentes a drogas vendidas a prazo e utilizava sua posição hierárquica para oferecer proteção institucional ao grupo.
Em audiência de custódia realizada pela Justiça após a prisão, foi mantida a prisão temporária de Braz Morroni, na terça-feira (2). Ele foi encaminhado para o Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa.
O que dizem as defesas
Em contato com o Jornal da Paraíba, a defesa do delegado Braz Morroni disse que a decisão da Justiça citada que fala sobre a suposta idade do investigado para a delegacia recolher uma cota da venda de drogas, “se baseou integralmente nos relatórios policiais” e que, estes, “se utilizam de conversas indiretas, entre os agentes de policia e outros invstigados” e que “não há uma única conversa do delegado com qualquer dos envolvidos em todos os relatórios policiais”.
O advogado disse também que “isso revela que a Polícia Civil errou ao não fazer a devida individualização das condutas entre o delegado e os demais investigados”.
Ele afirmou também que o delegado “está sendo preso e injustamente acusado antes mesmo de ser ouvido, exercer o contraditório ou de que a investigação esteja encerrada”.
A defesa também disse que “repudia todas as presunções que se baseiam exclusivamente em conversas de terceiros” e que “não há uma única conversa que mostre o seu envolvimento em qualquer prática ilícita, e ao longo da investigação todos os fatos restarão devidamente esclarecidos e a inocência do delegado com efetivo serviço prestado no combate ao crime será evidenciada”.
Procurada, a defesa de um dos agentes da polícia disse que os “investigados negam categoricamente a prática dos fatos que lhes são atribuídos e confiam que, ao final da apuração, a verdade será devidamente esclarecida”. Além disso, a defesa também afirma que “as prisões decretadas possuem natureza temporária, instituto jurídico voltado exclusivamente a subsidiar o andamento das investigações, não representando qualquer juízo de culpa”.
A defesa do outro agente, Everton Aires, emitiu uma nota e informou que foi formalmente constituída na quarta-feira (3), ressaltando “sua inocência, seu compromisso com a busca da verdade real e com a garantia constitucional da ampla defesa e do contraditório” e que “o trabalho técnico para assegurar a regularidade do processo e demonstrar a realidade dos fatos está sendo executado de forma profissional”.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes enviou à PGR o recurso da defesa de Mauro Cid que pede a extinção de sua pena. O órgão terá cinco dias para se manifestar.
O recurso contesta decisão anterior de Moraes que negou o pedido. A defesa solicita que o período em que Cid cumpriu medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar noturno, seja considerado como pena cumprida.
Segundo os advogados, as restrições à liberdade de locomoção já duram mais de dois anos e cinco meses e desconsiderar esse período significaria impor uma penalidade duplicada pelo mesmo intervalo de restrições.
Ao negar o pedido, Moraes entendeu que o artigo que prevê abatimento de pena se aplica apenas à prisão provisória, sem incluir medidas cautelares. Com isso, o período de cerca de cinco meses e 17 dias em prisão preventiva não seria suficiente para quitar a pena de dois anos.
A Paraíba é o terceiro estado do Nordeste com o maior percentual de pessoas que concluíram o ensino superior. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 13,16% da população com mais de 18 anos possui graduação completa, ficando atrás apenas do Rio Grande do Norte (13,61%) e Sergipe (13,35%).
O secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão da Paraíba, Gilmar Martins, afirmou que o resultado é fruto de políticas públicas voltadas para a educação em todas as etapas, desde a educação básica até o ensino superior.
Segundo o secretário, o estado também manteve, em 2025, a liderança regional no Ranking de Competitividade dos Estados, ocupando a 11ª posição nacional, conforme levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP).
O avanço é resultado de investimentos contínuos na expansão e melhoria da rede de ensino, contribuindo para elevar a competitividade da mão de obra paraibana e consolidar o estado como referência regional em conhecimento, inovação e desenvolvimento.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que permite a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para bons condutores.
A medida autoriza a renovação sem custos para motoristas que não cometeram infrações de trânsito sujeitas à pontuação nos últimos 12 meses.
A sanção presidencial ocorreu após o Senado aprovar a Medida Provisória (MP) 1327/25), criada em dezembro do ano passado pelo governo federal beneficiar os condutores.
De acordo com o Palácio do Planalto, cerca de 2 milhões de motoristas já foram beneficiados com a renovação automática.
Economia
De acordo com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), a renovação gratuita já fez a população economizar R$ 854,8 milhões.
Confira as principais mudanças na renovação da CNH
Renovação da CNH: A nova lei garante a renovação automática sem custos para motoristas cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNP).
Exames: Os exames de aptidão física e mental continuam obrigatórios. Os procedimentos só poderão ser feitos por médicos e psicólogos especialistas em medicina do tráfego e em psicologia do trânsito.
Custos: A lei tabelou os preços dos exames, que deverão ser fixados pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Além disso, ficou instituído o reajuste anual dos preços dos exames pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA).
Quatro trechos de praias da Paraíba estão impróprios para banho neste fim de semana. Segundo relatório de balneabilidade divulgado pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), dois dos trechos estão localizados em João Pessoa e dois em Pitimbu, no Litoral Sul.
A análise da balneabilidade da água foi realizada nos dias 1º e 2 de junho e é válida até o dia 12 de junho, data da divulgação do próximo relatório.
Segundo o órgão, a classificação de impróprio vale apenas para uma faixa de 100 metros à direita e à esquerda do ponto de coleta. Fora desse perímetro, as praias seguem liberadas para banho até nova avaliação da qualidade da água.
Pela terceira vez, a Paraíba será destaque nacional no Fantástico, da TV Globo, neste domingo (7). Dessa vez, o programa exibirá uma reportagem especial sobre a Operação Perfídia, investigação que apura o suposto envolvimento de policiais civis e de um delegado com uma organização criminosa.
De acordo com a chamada divulgada pela emissora, a reportagem deve mostrar detalhes da operação e centenas de áudios e vídeos que mostrariam agentes públicos falando e agindo como integrantes de grupos criminosos.
Operação
A Operação Perfidus foi deflagrada na última terça-feira (2) e resultou na prisão do delegado Braz Morroni e de dois agentes da Polícia Civil. De acordo com o Jornal da Paraíba, os agentes são investigados por suspeita de participação em um esquema ligado ao tráfico de drogas, corrupção e favorecimento à organização criminosa.
O caso teve uma grande repercussão por envolver policiais civis que, em tese, deveriam atuar no combate ao crime organizado. As investigações apontam suspeitas de desvio de drogas, repasse de informações sigilosas e ligação com criminosos.
Três vezes
Esta é a terceira vez em que a Paraíba recebe destaque em reportagens exibidas pelo Fantástico. A primeira envolveu a cidade de Cabedelo, e a segunda envolveu juízes paraibanos no “golpe Limpa Nome”.
O boletim médico do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), divulgado nesta sexta-feira (5), aponta aumento nas crises de soluço nos últimos sete dias. Segundo o cardiologista Brasil Ramos Caiado, por conta disso, foram mantidas doses elevadas das medicações específicas e uma dieta rigorosa com baixo teor de acidez.
Apesar da situação, o documento informa que Bolsonaro não apresenta instabilidades cardiológicas e mantém a pressão arterial controlada.
“O paciente encontra-se estável do ponto de vista cardiológico, queixando-se apenas de cansaço leve e fadiga, aos médios esforços, e desconforto aos movimentos de flexão e abdução do ombro direito. Pressão Arterial controlada, mantendo instabilidade crônica do equilíbrio corporal e medidas preventivas para redução de risco de quedas”, escreveu o médico.
Prisão
Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março, quando recebeu alta hospitalar após tratamento de broncopneumonia. A medida, concedida por 90 dias pelo ministro Alexandre de Moraes, prevê o cumprimento da pena em sua residência, com uso de tornozeleira eletrônica.
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) concedeu liminar que impede o ex-prefeito de João Pessoa e pré-candidato ao Governo, Cícero Lucena (MDB), e o deputado federal Mersinho Lucena (PP) de participarem de novos eventos institucionais promovidos ou apoiados pela Prefeitura de João Pessoa.
A decisão também alcança o prefeito Leo Bezerra (PSB), que fica proibido de utilizar eventos, bens, serviços ou servidores públicos em benefício de pré-candidaturas.
A medida tem como base a abertura da Taça das Favelas, realizada em 23 de maio, na Arena da Graça. Segundo ação apresentada pelo partido Solidariedade, o evento teria sido utilizado para promoção política dos pré-candidatos.
Ao analisar o pedido, o desembargador apontou indícios de uso da estrutura pública municipal para benefício eleitoral, citando a participação dos envolvidos em divulgações institucionais e nas redes sociais da Prefeitura.
O magistrado também destacou que o evento contou com apoio da gestão municipal, incluindo arbitragem, hidratação e infraestrutura.
Na decisão, o relator afirmou que há, em análise preliminar, possível violação das regras eleitorais que proíbem o uso da máquina pública em benefício de candidaturas.
Com a liminar, Cícero e Mersinho ficam impedidos de participar de novos eventos institucionais da Prefeitura de João Pessoa. Em caso de descumprimento, foi fixada multa de R$ 5 mil por ocorrência.
O médico Fernando Cunha Lima, condenado por estupro de vulnerável, voltou ao Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa, nesta sexta-feira (5). Com o fim da sua prisão domiciliar, o pediatra retornou à penitenciária espontaneamente.
No entanto, a defesa de Fernando, informou que já ingressou com um novo pedido para o médico cumprir sua pena em casa. Ele foi condenado a 22 anos, cinco meses e dois dias de reclusão por estupro de vulnerável contra duas crianças.
Os advogados argumentam que a situação de saúde dele piorou, o que “necessita da realização de exames, consultas e tratamentos constantes”.
O pedido para Fernando Cunha Lima retornar à prisão domiciliar ainda será avaliado pela Justiça
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado suspeito para analisar fatos relacionados ao empresário Daniel Vorcaro e ao Banco Master.
A solicitação foi apresentada após Moraes encaminhar à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que defende a apuração de supostas ligações entre Flávio e Vorcaro no financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.
Na petição, a defesa do senador argumenta que a suspeição se justificaria por uma suposta proximidade entre Moraes e o Banco Master. Os advogados citam contratos de prestação de serviços advocatícios firmados entre a instituição financeira e o escritório da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes. A defesa ressalta, porém, que não aponta qualquer irregularidade na relação.
Os advogados afirmam que o objetivo é garantir a observância das regras processuais e pedem que o caso seja redistribuído ao ministro André Mendonça.
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