O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (Progressistas), se encontrou nesta quinta-feira (8) com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante encontro com a comitiva da Frente Nacional de Prefeitos. O gestor discutiu com Queiroga a vacinação de jovens com idades entre 12 e 17 anos.
Em suas redes sociais o prefeito escreveu:
Acompanhado da comitiva da Frente Nacional de Prefeitos, me encontrei com o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, aqui em Brasília, para tratar de financiamentos para a área da saúde, e conversamos sobre os próximos passos da vacinação, como a imunização dos jovens de 12 a 17 anos
O Brasil assume nesta quinta-feira (8) a presidência pró-tempore do Mercosul, em uma reunião virtual do bloco. A passagem do comando da Argentina para o Brasil ocorre em meio a um processo de isolamento do país vizinho, cujo governo não está de acordo com a flexibilização do bloco, como defendem Uruguai, Paraguai e Brasil.
Durante reunião do Conselho do Mercado Comum do Mercosul, nesta quarta (7), o Uruguai afirmou que vai iniciar conversas para acordos comerciais com outros países fora do bloco.
O país ressaltou que essa iniciativa não significa um rompimento com o Mercosul, do qual quer continuar membro, enquanto negocia acordos bilaterais.
A atitude, reafirmada em comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores uruguaio, agrava a tensão entre os países membros.
O governo federal exonerou o diretor de Imunização e Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Lauricio Monteiro Cruz. Ele havia dado aval para que um reverendo e a entidade presidida por ele negociassem 400 milhões de doses da vacinaAstraZeneca em nome do governo brasileiro com a empresa americana Davati Medical Supply.
A exoneração foi publicada no “Diário Oficial da União” (DOU) desta quinta-feira (8) e é assinada pelo ministro chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos.
O Ministério da Saúde informou ontem (7) que recebeu mais 600 mil doses de vacinas da Pfizer contra a covid-19. O lote foi entregue no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).
Segundo a pasta, 15 milhões doses produzidas pelo laboratório deverão ser entregues durante o mês de julho. A pasta informou que a remessa que chegou ao Brasil faz parte de um total de 7 milhões que o Ministério da Saúde conseguiu antecipar com a farmacêutica para reforçar a vacinação contra a covid-19 no país.
Até o momento, o governo federal distribuiu mais de 143,9 milhões de doses para estados e municípios imunizarem a população. Do total, 13,9 milhões são da Pfizer.
Enquanto o governo federal se empenha para manter os empregos durante a pandemia, a senadora paraibana Nilda Gondim apresentou um projeto que prevê demissão por justa causa para empregado que se opor para tomar vacina. De acordo com a parlamentar, é preciso proteger a todos os funcionários da empresa e os familiares de uma doença pandêmica, com a obrigatoriedade da vacina.
O Projeto de Lei 2.439/2021, já tramita no Senado Federal e propõe uma mudança na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) no que diz respeito a resguardar o empregador de demitir por justa causa o funcionário que não quiser receber vacina contra doenças endêmicas, epidêmicas ou pandêmicas.
Para a senadora, objetivo do projeto de lei é oferecer um poder para o empresário proteger seus funcionários. “O projeto tem o objetivo de evitar que as pessoas que estão determinadas a não se vacinarem continuar no trabalho e contaminar outra pessoa. Ninguém pode ter o livre arbítrio para contaminar outras pessoas”, resumiu
Nilda Gondim disse ainda que esse projeto dará ao empregador o poder de alertar e até punir quem não quiser ser imunizado. Destacou ainda que protocolou o projeto na última segunda-feira e espera que o quanto antes possa ser apreciado em plenário.
Trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos em maio podem sacar, a partir de hoje (8) a terceira parcela do auxílio emergencial 2021. O dinheiro foi depositado nas contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal em 23 de junho.
Os recursos também poderão ser transferidos para uma conta-corrente, sem custos para o usuário. Até agora, o dinheiro podia ser movimentado apenas por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), de boletos, compras em lojas virtuais ou compras com o código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de estabelecimentos parceiros.
Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o site auxilio.caixa.gov.br.
Um relatório do Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf) apontou que a Precisa Medicamentos movimentou um volume de “recursos incompatível com o patrimônio” entre fevereiro e junho de 2021.
A empresa entrou na mira da CPI da Covid do Senado após um servidor do Ministério da Saúde ter apontado irregularidades no contrato de R$ 1,6 bilhão para compra de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin, negociação na qual a Precisa atuou como intermediária.
As informações constam de documentos entregues à CPI, aos quais a TV Globo teve acesso com exclusividade.
Segundo o relatório, em quatro meses, a empresa movimentou R$ 43,7 milhões — o faturamento anual da Precisa, no entanto, é de R$ 17 milhões, de acordo com os dados do Coaf.
Os investigadores do Coaf também apontaram no relatório dificuldades para identificar o destino e a origem dos recursos.
“Os créditos mais expressivos ocorreram por meio de mesma titularidade, dificultando assim a identificação dos ordenantes”, diz o relatório.
Em nota, a Precisa negou irregularidades. “Tratam-se de transações financeiras regulares, lícitas, entre empresas coligadas. Considerar isso ilegal é querer distorcer os fatos, eis que o conceito de transação atípica do Coaf não é necessariamente de operação financeira irregular” disse a assessoria da empresa.
Em conversas obtidas por meio da quebra de sigilos pedidas pela CPI, o suposto revendedor de vacinas afirmou que “complicado” era negociar na Saúde. Mensagens obtidas pela CPI da Covid após quebra de sigilos e às quais O Antagonista e a Crusoé tiveram acesso confirmam os indícios de que o policial militar e suposto revendedor de vacinas Luiz Paulo Dominguetti apostava que poderia contar com o apoio de Jair Bolsonaro nas negociações de imunizantes em meio à pandemia da Covid.
Em uma conversa em 16 de março com um contato identificado no celular de Dominguetti como “Maria Helena Embaixada”, o cabo da PM fala da dificuldade em “segurar as vacinas e nossa parceira [com a] Davati [a empresa que diz representar]”. Maria Helena, então, afirma estar “clamando muito” pela situação e cita um possível encontro entre Bolsonaro e um reverendo.
O reverendo seria Amilton Gomes de Paula, um líder religioso ligado à Igreja Batista e apontado como o responsável por abrir as portas do Ministério da Saúde para Dominguetti.
“Ontem o rev esteve com o presidente”, escreveu Maria Helena na noite daquele dia 16.
Reprodução/CPI da Covid
Em resposta, Dominguetti afirma: “Sim. O problema não é o presidente. Mas o Ministério [da Saúde]. Lá é complicado”.
Maria Helena diz: “Continuemos orando”.
Dominguetti escreve que está “nos bastidores”, “lutando de unhas e dentes”, “enquanto tiver força e influência”.
No mesmo dia 16, à tarde, Dominguetti trocou mensagens também com “Renato Compra Vacinas Chapecó”, a quem indica que, “pelo andar da carruagem” no Ministério da Saúde, as negociações estariam travadas.
É quando “Renato Compra Vacinas Chapecó” diz:
“Lá, quando menos espera, sai. Ontem, o Amilton [seria o reverendo Amilton] falou com o Bolsonaro, ele falou que vai comprar tudo. (…) Se não comprar, não vai aguentar”.
Reprodução/CPI da Covid
Na véspera desses diálogos, em 15 de março, Jair Bolsonaro se reuniu, no Palácio do Planalto, com integrantes de igrejas evangélicas. Entre os participantes, estava o pastor Silas Malafaia, presidente do Conselho Intermodal de Ministros Evangélicos do Brasil. O reverendo Amilton, que é amigo de Malafaia, não aparece na lista de participantes que consta na agenda oficial de Bolsonaro. Nesta quarta-feira (7), a CPI da Covid aprovou requerimento para ouvir o reverendo Amilton.
O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), determinou nesta quarta-feira (7) a prisão do ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias.
Roberto Dias foi convocado a dar explicações sobre as acusações de que teria pedido propina de US$ 1 por dose de vacina em negociações e teria pressionado um servidor do ministério a agilizar a aquisição da Covaxin, vacina produzida na Índia. Dias nega as duas acusações.
Durante o depoimento, Aziz acusou Roberto Dias de ter mentido e ter omitido informações da comissão. “Chame a polícia do Senado. O senhor está detido pela presidência da CPI”, afirmou Aziz a Roberto Dias.
O presidente, Jair Bolsonaro (sem partido), voltou a afirmar que a manutenção do sistema eletrônico de apuração tem o objetivo de facilitar fraudes eleitorais. Em entrevista à Rádio Guaíba, Jair Bolsonaro voltou a dizer que houve fraude nas eleições de 2014, quando Aécio Neves (PSDB) foi derrotado por Dilma Rousseff (PT).
Segundo o presidente, foi comprovada a fraude em 2014. “Nosso levantamento, feito por gente que entende do assunto, garante que sim. Não sou técnico de informática, mas foi comprovado fraude em 2014″, afirmou.
O presidente defendeu a implementação do voto impresso. Segundo ele, a manutenção do sistema eletrônico de apuração tem o objetivo de possibilitar fraudes. “O parlamento brasileiro negociou com liderança partidária para que o voto impresso não fosse votado. Para quê? Para fraude. Brasil é o país que desponta no tocante da informatização. Por que o Japão não adota o voto eletrônico? Por que os Estados Unidos não fazem o mesmo? Por que o Barroso não quer mais transparência nas eleições, porque tem interesse pessoal.” No dia 17 de junho, Bolsonaro disse, em live, que “Aécio ganhou em 2014″.
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