O delegado da Polícia Civil, Braz Morrone, foi preso na manhã desta terça-feira (2), em João Pessoa, durante a Operação Perfídia, que investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas. Além dele, outros dois agentes foram presos na ação.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta terça-feira (2) que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), que não aplique a tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.
Segundo Flávio, o pedido foi feito durante encontro com Trump na Casa Branca, na semana passada.
“Eu pedi expressamente ‘não taxem as empresas brasileiras’. Em 2027 vocês vão ter um governo que vai colaborar com vocês. Vamos incentivar o nosso agro, o Pix, o etanol. Podemos sentar de igual pra igual”, declarou em entrevista à rádio Itatiaia.
A reunião ocorreu antes de o governo norte-americano anunciar a proposta de sobretaxa, resultado de uma investigação comercial que cita temas como Pix, comércio digital, etanol, propriedade intelectual, combate à corrupção e desmatamento ilegal.
A medida ainda passará por consulta pública nos EUA. Uma audiência pública está prevista para 6 de julho.
O governo dos Estados Unidos (EUA) propôs uma nova tarifa punitiva de 25% foi sobre importações brasileiras. A alegação é de que as práticas do país são desleais em uma série de questões, entre elas o comércio digital, e o desmatamento ilegal. Alguns itens como carne bovina, café, terras raras, outros metais e peças de aeronaves foram excluídos da tarifa.
A justificativa para aplicar a nova tarifa é uma investigação, aberta em julho de 2025, pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) que concluiu que políticas e práticas do Brasil são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem” o comércio norte-americano.
O relatório final da investigação prevê, entre as possíveis medidas punitivas, a imposição de “tarifas ou outras restrições à importação de produtos brasileiros. Tendo por base essa possibilidade, o representante de comércio dos EUA propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre todos os bens do Brasil”.
A punição com a taxação extra, no entanto, prevê algumas exceções para produtos que poderiam causar “disrupções” em toda a economia caso fossem submetidos a tarifas adicionais; além de “determinados produtos que não podem ser cultivados ou produzidos em quantidades suficientes nos Estados Unidos, nem obtidos de outras fontes”.
Dentre as exceções que não serão sobretaxadas estão frutas e nozes, petróleo bruto e derivados, compostos farmacêuticos, produtos químicos orgânicos e fertilizantes. Também estão isentas a carne bovina, o café, terras raras, certos metais e minérios, além de aeronaves e peças de aeronaves brasileiras.
Na imagem estão os pré-candidatos Lucas Ribeiro (PP), Cícero Lucena (MDB) e Efraim Filho (PL)
Uma pesquisa eleitoral divulgada nesta segunda-feira (1º) pelo Instituto Índice, em parceria com o Blog do Márcio Rangel, mostra que o ex-prefeito de João Pessoa, CíceroLucena, lidera a disputa pelo Governo da Paraíba com 34,3% das intenções de voto.
Na sequência aparecem o governador Lucas Ribeiro, com 26,6%, e o senador Efraim Filho, com 15,1%. Já Olímpio Rocha e Sérgio Marcelo Gama registram 0,2% e 0,1%, respectivamente.
Confira os números da pesquisa (cenário estimulado):
A pesquisa foi realizada entre os dias 27 e 29 de maio de 2026, com 2.000 eleitores em diversas regiões da Paraíba. O estudo possui nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
A pesquisa está registrada junto à Justiça Eleitoral sob o número PB-09378/2026.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou nesta segunda-feira (1º) que não enxerga espaço para uma terceira via nas eleições presidenciais deste ano e confirmou que apoiará o senador Flávio Bolsonaro, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar o pleito.
Em entrevista ao programa “Pânico”, da Jovem Pan, Tarcísio destacou que sua posição está alinhada à continuidade de um projeto político de direita, reforçando que “meu candidato vai ser o Bolsonaro ou quem o Bolsonaro indicar” e que, com a indicação de Flávio Bolsonaro, seu apoio está consolidado.
De acordo com Tarcísio, a polarização política no Brasil dificulta o surgimento de alternativas competitivas fora dos dois principais campos ideológicos e apontou que a disputa eleitoral será entre o ex-presidente Lula e Flávio Bolsonaro. Segundo ele, há pouco espaço para lideranças regionais emergirem nacionalmente, citando os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) como exemplos de candidaturas de terceira via sem força, apesar de elogiar as administrações destes.
O vereador Diogo Marques de Oliveira (PT), de Picuí, no interior da Paraíba, foi condenado por violência doméstica contra sua ex-mulher. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (1º) pelo 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campina Grande.
A pena fixada pela Justiça foi de 3 meses e 15 dias de detenção. No entanto, a magistrada Rosimere Ventura Leite concedeu a suspensão condicional da pena pelo prazo de 2 anos, condicionada ao cumprimento de prestação de serviços à comunidade e outras obrigações legais. Além disso, o vereador deve pagar uma indenização mínima de R$ 2 mil por danos morais à vítima.
Entenda o caso
O caso aconteceu em outubro de 2021, quando o vereador teria agredido a então companheira em um apartamento no bairro do Catolé, em Campina Grande. Segundo a denúncia, ele segurou a vítima pelos braços, a empurrou repetidas vezes contra um sofá, arrastou-a até a cozinha e lançou sua cabeça contra uma parede. A mulher teria perdido a consciência e sofrido ferimentos na cabeça.
Segundo o depoimento da vítima, ela apresentou sequelas neurológicas graves após as agressões, incluindo epilepsia pós-traumática. As provas consideradas para a condenação incluíram testemunhos, prontuários médicos e exames que confirmaram traumatismo craniano, hematoma subdural e outras lesões.
O delegado da Polícia Civil Braz Morrone e dois agentes foram presos na manhã desta terça-feira (2), durante uma operação em João Pessoa. Eles são suspeitos de repassar informações sigilosas a um grupo criminoso.
A ação investiga uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas. Estão sendo cumpridos nove mandados de prisão e 24 de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões dos investigados.
Segundo a investigação, agentes públicos teriam usado a estrutura do Estado para beneficiar atividades criminosas. Além disso, integrantes do grupo tinham acesso a informações sigilosas sobre imóveis e veículos usados por traficantes.
As investigações também apontam indícios de manipulação de procedimentos policiais, retirada clandestina de drogas com origem em apreensões oficiais e repasse de informações sigilosas sobre operações policiais para integrantes do tráfico.
O nome da operação Perfídia significa “traição” ou “deslealdade” e faz referência à conduta atribuída aos investigados.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes defendeu, nesta segunda-feira (1), a regulamentação das plataformas digitais durante evento organizado pelo ministro Gilmar Mendes. Ele afirmou que as chamadas “big techs” coletam dados de usuários sem autorização para fazer uma “lavagem cerebral“.
“Nessa ingenuidade, não percebemos que as Big Techs pegaram dados de todos sem autorização. A partir dos algoritmos não randômicos se faz uma manipulação de dados para se realizar uma verdadeira lavagem cerebral nas chamadas bolhas”, disse Moraes.
Segundo Moraes, as empresas de tecnologia não podem operar sem regras e devem ser responsabilizadas pelos efeitos de suas atividades, principalmente com o avanço da inteligência artificial e a circulação de conteúdos nocivos.
Após ser aprovada pela Câmara, a PEC que acaba com a escala 6×1, reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e estabelece duas folgas por semana, aguarda análise do Senado. A expectativa é que a proposta seja votada antes do recesso parlamentar de julho.
O texto ainda precisa ser encaminhado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para iniciar a tramitação. Nesta semana, ele deve se reunir com líderes partidários para discutir o andamento da PEC, mas, segundo fontes próximas ao senador, o calendário regimental deve ser mantido.
O primeiro passo será a análise na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). O presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), afirmou estar otimista e acredita que a proposta possa ser aprovada pela comissão em cerca de três semanas. Antes disso, a CCJ deve realizar uma audiência pública para ouvir trabalhadores e empregadores.
A Paraíba voltou a ganhar destaque em rede nacional. O estado foi citado em uma reportagem exibida pelo Fantástico, da TV Globo, neste domingo (31), sobre a suposta “indústria do limpa-nome”, esquema investigado em diversos estados do país.
Segundo a reportagem, juízes paraibanos estão entre os investigados por suposta participação em decisões judiciais que beneficiavam ações coletivas destinadas à retirada temporária de restrições de crédito de consumidores inadimplentes.
Um dos juízes citados é Glauco Coutinho Marques, que, segundo o Ministério Público, teria concedido decisões favoráveis a entidades investigadas. As apurações apontam suspeitas de pagamento de vantagens indevidas para a emissão das liminares. O magistrado é réu no processo e está afastado do cargo desde 2024.
Outro nome mencionado é o da juíza Daniere Ferreira de Souza, que também é investigada por órgãos de controle em razão de decisões relacionadas ao esquema.
As investigações seguem em andamento e buscam esclarecer a participação de associações, advogados e magistrados no esquema, além de verificar a legalidade das liminares concedidas.
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