O ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil), anunciou nesta terça-feira (8) que pedirá demissão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi comunicada em almoço com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e a cúpula do União Brasil em Brasília.
A ideia de Juscelino é se afastar para poder se defender da denúncia da PGR (Procuradoria Geral da República) e evitar constrangimento para Lula. O almoço já estava marcado há 15 dias, mas diante da denúncia, o ministro foi convidado a participar do encontro.
A PGR denunciou o ministro das Comunicações por corrupção. Ele é acusado de estar envolvido em um caso de desvio de emendas quando era deputado federal pelo Maranhão, em 2022.
Em junho de 2024, a Polícia Federal indiciou Juscelino pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.
A denúncia foi enviada ao Supremo Tribunal Federal, que avaliará se há indícios suficientes para a abertura de um processo criminal contra o ministro. Caso entenda que sim, o ministro se torna réu.
Integrantes do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam o tema da corrupção como um dos mais caros à imagem do governo. Ter um integrante do 1º escalão denunciado poderia desgastar a imagem do governo, que já enfrenta uma queda na popularidade.
Em nota oficial do União Brasil, o presidente da sigla, Antonio Rueda, defendeu o ministro. Disse que não admitirá “qualquer tipo de pré-julgamento ou condenação antecipada” e que confia no trabalho de Juscelino.
A sigla mudou o tom adotado depois do indiciamento pela PF, quando levantou a hipótese de que a corporação poderia ter sido parcial na sua apuração.
Poder360

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