
A secretária especial do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), Martha Seillier, afirmou que a venda dos Correios será feita pelo governo federal em troca de um “valorzinho”.
A declaração foi dada durante entrevista ao portal UOL. Seillier disse que o preço mínimo, que será pedido no leilão, será muito inferior ao do valor dos ativos da empresa porque quem arrematar a estatal terá que assumir diversos custos.
Entre eles estão impostos que hoje não são pagos pelos Correios, como IPTU, ICMS, ISS e IRPJ.
“Essa é a conta que estamos fazendo. Vai sobrar um valorzinho, vamos dizer assim, que é o quanto a gente vai pedir no leilão“, disse a secretária.
A privatização dos Correios já foi aprovada pela Câmara dos Deputados. Restam, ainda, a apreciação pelo Senado Federal e a sanção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
De acordo com Seillier, só será possível estimar o lance mínimo após a segunda fase dos estudos de privatização e após a aprovação pelo Congresso.
A previsão é que os estudos sejam concluídos em setembro. “No fim das contas, o valor será simbólico. É claro que é uma empresa muito grande e a tendência é a gente ir para o leilão. Se tiver muita concorrência, haverá um ágio e a gente vai acabar tendo um valor relevante na venda. Mas esse não é o foco “, afirmou a secretária….
Apesar de terem tido um desempenho deficitário entre 2013 e 2016, os Correios registraram, no ano passado, um lucro líquido de R$ 1,53 bilhão. Foi o quarto ano seguido com resultados positivos.




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