
Nesta terça-feira (11), o Tribunal de Justiça da Paraíba concedeu uma liminar determinando que a Assembleia Legislativa da Paraíba instale a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Hospital Padre Zé.
A determinação foi proferida pelo desembargador Alexandre Targino que estabeleceu um prazo de 72 horas para que a Mesa Diretora da ALPB adote as providências necessárias para a criação e instalação da CPI.
A decisão judicial não considerou a retirada de uma das assinaturas que constavam no pedido original para a CPI, o que vinha sendo usado como justificativa para não instalar a comissão. Segundo o desembargador, não há amparo constitucional ou legal para tal omissão, visto que o requerimento contava com o número mínimo de assinaturas exigidas para a abertura da CPI.
A CPI do Hospital Padre Zé deve investigar possíveis irregularidades no uso de verbas públicas durante a gestão do padre Egídio de Carvalho Neto como diretor geral da instituição de saúde. O escândalo, que teria resultado no desvio de cerca de R$ 140 milhões, envolve ainda ex-funcionárias do hospital, Jannyne Dantas e Amanda Duarte, acusadas de participarem do esquema.
As investigações revelaram um estilo de vida luxuoso mantido pelo Padre Egídio, incluindo propriedades de alto padrão e itens de luxo como vinhos caros e obras sacras de valor. A liminar do Tribunal de Justiça representa um avanço significativo no combate à corrupção e na busca por transparência nas instituições públicas paraibanas.
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