
De acordo com o último Mapa da Inadimplência, divulgado pelo Serasa na quinta-feira (23), 38,38% da população da Paraíba está inadimplente. Apesar de ser a terceira menor quantidade de inadimplentes do país – atrás apenas do Piauí e Santa Catarina – e estar abaixo da média nacional (43,94%), o número ainda é considerado elevado.
Para os paraibanos que estão com dívidas em atraso, o pagamento do 13º salário – cuja primeira parcela deve ser paga aos trabalhadores no máximo até 30 de novembro – representa uma oportunidade para abater ou quitar dívidas que se acumularam ao longo do ano.
De acordo com uma estimativa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o 13º deve injetar R$ 3,34 bilhões na economia paraibana, valor correspondente a 3,4% do PIB estadual.
Segundo Erlivaldo Bandeira, especialista em investimentos e consultor de negócios da Central Sicredi Nordeste, o direcionamento desse dinheiro vai depender da situação financeira e dos objetivos do trabalhador, mas a prioridade deve ser a quitação das dívidas.
“Para quem está endividado – e especialmente para os inadimplentes -, o décimo terceiro deve ser sempre destinado para o pagamento de dívidas pendentes, e não para fazer novos compromissos financeiros”, explica Erlivaldo. “Caso não esteja endividado, é sempre bom pensar a longo prazo e evitar imediatismos. Iniciar um plano de investimentos ou criar uma reserva de emergência são boas opções de como aplicar o décimo com sabedoria”, acrescenta.
Para quem está em dia com as contas, o 13º também pode ser utilizado para adquirir produtos ou serviços – afinal, o consumo no comércio costuma aumentar no final do ano, com períodos como a Black Friday e o Natal. Conforme Erlivaldo, a dica para quem vai às compras é pagar à vista, evitando ao máximo o parcelamento.
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