
Uma lista de bens apreendida pela Polícia Federal durante as investigações da Operação Halving impressiona pelo valor estratosférico dos itens citados, algo em torno de R$ 33 milhões. Os móveis e imóveis seriam, conforme a Polícia Federal, do empresário Antônio Inácio da Silva Neto, dono da Braiscompany.
Na lista há uma aeronave, 14 carros de luxo (entre eles uma ferrari) e mansões – uma delas avaliada em R$ 12 milhões e localizada no bairro do Morumbi, em São Paulo.
Parte desses bens, de acordo com os investigadores, teria sido vendida durante os preparativos para fuga do país.

O avião da empresa, por exemplo, foi vendido por R$ 8,5 milhões.
“Desse total, R$ 7.615.962,04 foram depositados na conta da empresa em 10 de fevereiro de 2023. Nesse ínterim, ANTÔNIO NETO e FABRÍCIA CAMPOS mantiveram contato, em um grupo no aplicativo whatsapp, com Joel Ferreira de Souza visando converter os recursos financeiros em criptoativos. Inicialmente, o operador sugere a conversão de R$ 5.000.000,00”, relata a denúncia do MPF.
Joel Ferreira seria um doleiro que teria ajudado o casal na conversão dos recursos financeiros obtidos.
“Entre o final de 2022 e início de 2023, já após a publicização dos atrasos nos pagamentos dos clientes e o possível desmoronamento da empresa, Antônio Neto vendeu veículos luxuosos, de valores altíssimos, sem que tenha aportado os valores dessas vendas para honrar os compromissos assumidos por sua empresa”, afirma o MPF.
Um Porsche Boxter e um Cadillac Scalade ESV também foram negociados por R$ 1,5 milhão; assim como uma Mercedes e uma Dodger Ram.
Em outros casos, conforme a PF, os automóveis eram transferidos para terceiros.
De acordo com a denúncia, para operacionalizar o desfazimento do patrimônio o casal contou com a ajuda de outros denunciados, a exemplo de Fabiano Gomes – que teria atuado como uma espécie de ‘corretor’ na venda dos veículos.
Após as negociações, o casal teria operacionalizado o plano de fuga do país.
O que sobrou e a Polícia Federal conseguiu localizar está sendo objeto de demanda judicial. Parte indo a leilão. Já os imóveis foram retirados de hasta pública por uma decisão de um desembargador do TRf5.
Para as vítimas, o prejuízo continua…
Com Jornal da PB




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