
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse nesta sexta -feira (25), que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), irá “apanhar” daqui a 3 meses, quando estiver no cargo, se não encontrar um ponto de equilíbrio entre as promessas de campanha e o controle das contas públicas.
Kassab afirmou que apoia um programa de renda mínima para a população mais pobre, como a manutenção do Auxílio Brasil de R$ 600 em 2023. Lula quer apresentar uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para tirar o programa social do teto de gastos, mas, sem fonte de receita, a medida deve ampliar o deficit do Orçamento.
“O Congresso vai precisar, junto com Lula, encontrar um ponto de equilíbrio. Se não encontrarmos um ponto de equilíbrio, daqui a 3 meses o presidente Lula, recém empossado, vai estar apanhando de todo o Brasil. E o Congresso vai estar apanhando porque eles erraram. Equilíbrio fiscal não se recupera de uma hora para outra”, disse.
O presidente do PSD citou como efeito de um descontrole das contas públicas, o aumento das taxas de juros, a aceleração da inflação e a redução do investimento. “E em 2 meses esse auxílio não vale de nada”, afirmou.
Experiente na articulação política, disse que, mesmo com visões antagônicas, a direita e a esquerda apoiam a manutenção do auxílio. “Precisa ser discutida qual a extensão dessa PEC em termos de valores e de prazo. Eu me incluo entre aqueles que apoia. Mas que alerta para os cuidados de preservarmos a nossa estabilidade fiscal”, declarou.
Kassab comentou sobre o tema durante evento promovido pelo Esfera Brasil, cujo objetivo foi discutir os desafios e as soluções para o Brasil de 2023 a 2026.
Poder360






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