
O mapa das votações do presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo país no primeiro turno em 2018 e neste ano mostra diferenças expressivas a favor do candidato à reeleição no Nordeste, especialmente no Ceará, na esteira do encolhimento político do presidenciável derrotado Ciro Gomes (PDT).
Entre os cearenses, Bolsonaro conseguiu 300 mil votos a mais neste ano em relação à sua primeira eleição, o que representa um incremento de quase 30%. Naquele ano, ele havia terminado o primeiro turno com 21,7% dos votos válidos do estado, ante 41% de Ciro e 33,1% de Fernando Haddad, do PT.
Agora, Lula fez no Ceará 65,9% dos votos, e o candidato à reeleição, 25,4%. O pedetista teve apenas 6,8%.
A melhora da votação de Bolsonaro ocorreu em todos os outros oito estados nordestinos, com destaque também para Sergipe (cresceu 22%), Bahia (18,7%) e Alagoas (17,6%).
O mandatário priorizou desde muito antes da campanha articulações na tentativa de reduzir a rejeição na região, com uma série de viagens e costuras com aliados locais. Os governistas também apostavam em efeitos de benefícios sociais aprovados poucos meses antes do pleito, como o reajuste do Auxílio Brasil.
No Sudeste, ele venceu neste ano em todos os estados, com exceção de Minas Gerais, mas viu sua votação encolher 5,4% no Rio de Janeiro. Em São Paulo, o saldo negativo foi de 1,1% e, em Minas, de 1,3%. Outra queda significativa foi no Rio Grande do Sul, onde perdeu 100 mil votos em números absolutos.
Em todo o país, Bolsonaro reuniu 51.072.345 apoios, ou 43,2% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vencedor do primeiro turno de 2022, obteve 57.259.504 apoios, ou 48,43%. No pleito realizado no último domingo (2), 123.682.372 pessoas votaram para a Presidência da República.
Em 2018, o hoje chefe do Executivo conquistou, no primeiro turno, 49.277.010 apoios, e Haddad, que também chegou ao segundo turno há quatro anos, 31.342.051. Ao todo, 117.364.654 eleitores votaram.
Os dados tabulados pela reportagem também indicam uma forte redução proporcional dos votos em branco e nulos na eleição deste ano. Em 2018, esses votos somaram 8,8% do total no país. Agora, foram 4,4%. A queda foi expressiva em estados como Pernambuco, Bahia e Pará.
Já as abstenções no primeiro turno cresceram na maioria dos estados, embora no geral o volume tenha ficado quase estável. Neste ano, 21% dos eleitores não foram votar, ante 20,3% quatro anos atrás.
Folha






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