
A guerra política que deixa o Supremo Tribunal Federal (STF) com um ministro a menos desde julho deste ano também atinge o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O destaque para o imbróglio na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal (CCJ) tem sido para a demora de seu presidente, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), em pautar a sabatina do ex-advogado-geral da União André Mendonça, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para vaga de ministro do STF.
No entanto, a briga também atingiu em cheio o CNJ. Por falta de quórum, a Secretaria Processual da instituição estima que 2.914 processos estejam paralisados.
Com oito nomeações pendentes por falta de análise pelos novos conselheiros, o órgão tem apenas sete membros e não consegue, sequer, ter quórum para votar ações que podem punir juízes e estabelecer diretrizes para a Justiça brasileira. Com uma composição completa de 15 integrantes, o CNJ precisa de ao menos 10 membros para ter suas reuniões validadas.
As sabatinas na CCJ do Senado são marcadas pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Davi Alcolumbre (DEM-AP). Ele argumenta que é necessário aguardar o arrefecimento da pandemia para dar prosseguimento às sabatinas.
No CNJ, os conselheiros têm mandatos de dois anos, com possibilidade de recondução por outros dois. Mesmo nos casos de renovação, o conselheiro precisa deixar o cargo e receber nova chancela do Senado Federal.
Deixaram os cargos a juíza Candice Lavocat Galvão Jobim, em 9 de setembro; o ministro Emmanoel Pereira, em 15 de setembro; o juiz Rubens de Mendonça Canuto Neto, a procuradora de Justiça Ivana Farina Navarrete Pen e os advogados André Luis Guimarães Godinho e Marcos Vinícius Jardim Rodrigues, em 22 de outubro; e o desembargador Luiz Fernando Tomasi Keppen e o juiz Mário Augusto Figueiredo de Lacerda Guerreiro, em 5 de novembro.
Aguardam sabatina para assumir o cargo de conselheiro, o ministro Vieira de Mello Filho, na vaga reservada para membro do Tribunal Superior do Trabalho (TST); a desembargadora federal Salise Monteiro Sanchotene, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4); o juiz Marcio Luiz Coelho de Freitas, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1); um membro do Ministério Público Estadual, que precisa ser indicado pela Procuradoria-Geral da República; e os dois advogados que são indicados pelo Conselho Federal da OAB.
Devido à falta de quórum, até agora, o CNJ deixou de realizar sessões por um mês e tem 2.914 processos parados. Nas sessões plenárias, são analisados e julgados processos disciplinares, resoluções e outros atos normativos importantes para a boa condução dos trabalhos da Justiça do Brasil.
Com informações Metrópoles






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