
O ator norte-americano Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro no filme Dark Horse, acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de tentar impedir a exibição do longa no Brasil. A declaração foi feita nesta sexta-feira (6), em entrevista à jornalista Lara Logan.
“Eles tornaram ilegal que exibíssemos esse filme lá, antes das eleições”, afirmou o ator. “Agora, vão tentar impedir a exibição de uma vez por todas.”
Durante a entrevista, Caviezel contou que começou a pesquisar a trajetória de Bolsonaro após conhecer o projeto do filme. Ele também relatou ter recebido críticas de amigos e artistas por aceitar interpretar o ex-presidente.
“Não acredito que você interpretou Bolsonaro”, disse o ator, ao reproduzir uma das reações. “Ele é terrível. É maligno.”
Caviezel comparou as críticas a Bolsonaro às dirigidas a Donald Trump nos Estados Unidos. Segundo ele, parte dos críticos não sabe explicar os motivos das opiniões que reproduz. “Eles nem sequer sabem por que Bolsonaro é maligno”, declarou. “Eles simplesmente foram programados.”
Ao falar sobre o Brasil, o ator afirmou que os cidadãos vivem sem liberdade. “Essencialmente, aquele país está numa prisão”, disse.
Filme retrata a campanha presidencial de 2018
Dirigido por Cyrus Nowrasteh, Dark Horse aborda a trajetória de Bolsonaro, com destaque para a campanha presidencial de 2018 e o atentado a faca sofrido por ele em Juiz de Fora (MG).
O filme também conta com a participação do ex-deputado federal Mário Frias. Caviezel ficou conhecido por protagonizar A Paixão de Cristo (2004), de Mel Gibson, e Som da Liberdade (2023).


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