
O cientista político Bruno Soller, CEO do instituto Real Time Big Data, avalia como “extremamente difícil” a missão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de virar os votos e vencer o segundo turno das eleições. Em entrevista ao Acorda, Metrópoles, nesta terça-feira (20), ele apontou fatores que, em sua avaliação, indicam a liderança de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto.
Levantamento do Real Time divulgado nesta terça (20) mostra Flávio Bolsonaro com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula. Apesar do empate técnico no limite da margem de erro, Soller considera que a vantagem do senador está praticamente consolidada.
“A missão do presidente Lula fica extremamente difícil. Porque ele precisa recuperar os votos desse eleitorado que votou por mudança. Todas as pesquisas de opinião [mostram Flávio e Lula] a três pontos, um ponto, ou empatados. Mas todas elas apontam para uma tendência: que é a consolidação do Flávio Bolsonaro em primeiro lugar contra o presidente Lula”, afirmou.
Para Soller, a liderança de Flávio está relacionada ao sentimento de antipetismo. “Tentou-se vários candidatos, mas ninguém conseguiu. E acabou sobrando para o eleitor a única alternativa [Flávio] para tentar vencer o Lula. E o eleitor faz um voto pragmático para o Flávio Bolsonaro”, disse.
Ele acrescentou que parte dos eleitores já havia feito essa escolha no primeiro turno, quando Flávio terminou à frente. “Ou seja, quando acontece isso e o Flávio vai para o segundo turno já em vantagem, e que ainda teve um rescaldo dos candidatos, a missão do presidente Lula fica extremamente difícil”, declarou.
Segundo o cientista político, os recentes escândalos envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) também foram determinantes para o voto de parte da população.



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