
A direita, liderada pelo PL de Flávio Bolsonaro, ampliou seu espaço no Senado e tirou cadeiras do centrão. No primeiro turno, Flávio também superou Lula (PT) em votos válidos. O candidato do PL teve 56,1 milhões de votos (47%), enquanto o petista ficou com 53,9 milhões (45,2%).
Lula teve, em 2026, sua pior votação proporcional em um primeiro turno desde 1998. Em 2022, quando enfrentou Jair Bolsonaro (PL), teve 48,4% dos votos válidos. Em 2006, na disputa pela reeleição, marcou 48,6%. Já em 2002, quando foi eleito presidente pela primeira vez, teve 46,4%.
A última vez em que Lula registrou uma porcentagem menor foi em 1998, quando enfrentou Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e teve 31,7%. Naquele ano, foi derrotado ainda no primeiro turno.
Quem perde, quem ganha
Entre 2022 e 2026, Lula perdeu cerca de 3,4 milhões de votos e também saiu derrotado em estados importantes para o resultado eleitoral, como Minas Gerais, que desde 1989 deu maioria dos votos a todos os presidentes eleitos.
Flávio, por outro lado, aumentou a votação em relação ao pai. Jair Bolsonaro teve 51,1 milhões de votos em 2022, enquanto Flávio chegou a 56,1 milhões neste ano, uma diferença de cerca de 5 milhões.
O resultado de Flávio também aparece na composição do Senado. O PL elegeu 19 senadores e, somados aos nove que já tinham mandato definido em 2022, deve chegar a 28 cadeiras a partir de 2027.
O Novo terá três senadores. Dois deles, Marcel van Hattem (RS) e Deltan Dallagnol (PR), deixaram de apoiar a candidatura de Zema e declararam apoio a Flávio ainda no primeiro turno.
PL e Novo terão, juntos, 31 senadores, quase 40% do Senado. Além deles, há outros senadores bolsonaristas fora do PL, como Damares Alves (Republicanos-DF) e Guilherme Derrite (PP-SP), eleito neste domingo.
O PT não ganhou nem perdeu cadeiras e continuará com as dez que já possui. A esquerda, porém, terá três cadeiras a menos no total. O PSB caiu de sete para três, a Rede passou de zero para uma e o PDT caiu de duas para uma.
O centrão foi o grupo que mais perdeu espaço. O PSD, por exemplo, deixou de ter nove cadeiras no Senado.
Com informações da CNN






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