
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) encerrou, nesta quinta-feira (10), em Patos, no sertão do Estado, uma série de três reuniões com as forças policiais, com o objetivo de debater a segurança das Eleições de outubro. Foram definidos o efetivo policial, o uso de tecnologias e as estratégias para garantir a tranquilidade do processo.
O Coronel Ronildo, comandante da Polícia Militar, disse ao Jornal da Paraíba que a corporação deve enviar 6.200 policiais para atuar no pleito. A atuação deve abranger a guarda das urnas eletrônicas, a segurança dos locais de votação e dos magistrados, como também a garantia da ordem pública.
Três cidades do estado, Bayeux, Itabaiana e Piancó deverão receber um reforço especial na segurança pública, quinze dias antes da eleição, com o envio de um efetivo especializado envolvendo Batalhão de Choque, Rotam e Cavalaria.
“Esse efetivo vai ser designado, e chegando nas cidades, logicamente vão se ambientar através do comandante da área e, a partir daí, vão fazer o policiamento ostensivo, vão realizar operações de combate à criminalidade e de combate a qualquer meio que possa interferir nas eleições”, disse o coronel Ronildo.
Juízes dos três municípios haviam solicitado o envio de tropas federais para garantir a segurança do processo, mas os pedidos foram indeferidos pelo TRE-PB. Nos casos de Bayeux e de Itabaiana, os pedidos foram baseados em ações de facções criminosas, enquanto em Piancó a preocupação era com a animosidade eleitoral.
Em posicionamento enviado ao TRE-PB, o governador do Estado, Lucas Ribeiro (PP), se posicionou contra o envio das tropas federais por entender que as forças de segurança locais terão capacidade para garantir a ordem pública. O entendimento foi corroborado pelo corregedor do TRE-PB, desembargador João Benetido da Silva.
Compra de votos
Além da segurança ostensiva, foi definido um planejamento para coibir a compra de votos e outras modalidades de crimes eleitorais. Também participaram das reuniões representantes da Polícia Federal e da Polícia Civil. “Estão sendo utilizados todos os meios disponíveis com tecnologia, inteligência e drones para barrar qualquer possibilidade que porventura esteja acontecendo”, disse Ronildo.
A primeira reunião com as forças de segurança conduzida pelo TRE foi no dia 03 de setembro, em João Pessoa, e o segundo encontro ocorreu em Campina Grande, na terça-feira (08).
A Corte deve convocar uma entrevista coletiva à imprensa para detalhar outras informações sobre a segurança do pleito.




Comente aqui