
Paraíba – A Polícia Federal (PF), com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quarta-feira (26) a Operação Mamon, que investiga um suposto esquema de fraude em contratações públicas, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo contratos firmados por uma Organização da Sociedade Civil (OSC) com entes públicos municipais.
Em João Pessoa, uma das empresas investigadas é o Instituto de Pesquisa e Promoção do Desenvolvimento e da Sustentabilidade (IPPEDS), localizado no bairro do Roger. Segundo dados cadastrais públicos, a entidade tem sede na Rua Saldanha da Gama, no bairro, e possui CNPJ 21.337.591/0001-67.
O IPPEDS é uma associação privada sem fins lucrativos. Em 2025, o instituto foi reconhecido como entidade de utilidade pública pelo município de João Pessoa.
Operação cumpre 35 mandados
A Operação Mamon cumpriu 35 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva em três estados.
Além de João Pessoa, na Paraíba, foram realizadas diligências nas cidades de Caruaru, Bonito, Palmares e Agrestina, em Pernambuco, e Curitiba, no Paraná. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal.
A investigação reúne elementos que apontam para possíveis irregularidades em contratações realizadas principalmente na área da saúde, incluindo indícios de direcionamento de procedimentos de contratação, movimentações atípicas de recursos públicos e utilização de pessoas físicas e jurídicas para, supostamente, ocultar a destinação de valores recebidos pela organização.
Investigação apura movimentações financeiras suspeitas
Segundo os investigadores, também foram identificados possíveis mecanismos destinados a dificultar a rastreabilidade dos recursos públicos.
Entre as movimentações consideradas suspeitas estão transferências entre pessoas físicas e jurídicas relacionadas aos fatos investigados, depósitos fracionados em espécie e operações financeiras com características consideradas atípicas.
Os materiais e documentos apreendidos durante a operação serão analisados pela Polícia Federal e pela CGU. A partir desse trabalho, novas informações poderão ser incorporadas ao inquérito.
A investigação da Operação Mamon, contudo, ainda está em andamento. O fato de o instituto estar entre os alvos da operação não significa, por si só, que tenha sido comprovada a prática dos crimes investigados. Caberá à apuração esclarecer a eventual responsabilidade de pessoas físicas e jurídicas envolvidas.
Os investigados poderão responder, conforme a participação individual que venha a ser comprovada, por crimes relacionados a fraude em contratações públicas, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.




Comente aqui