O Centro Histórico de João Pessoa está entre as áreas da Paraíba com o maior número de imóveis históricos em deterioração. Na capital, o principal alerta está concentrado na região da Cidade Baixa, região que compreende o bairro do Varadouro, onde nasceu a cidade.
Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), divulgada nesta quarta-feira (12), identificou prédios abandonados, fachadas com partes se desprendendo, vegetação parasitária e sinais de deterioração prolongada, aumentando o risco de desabamentos e ameaçando a segurança de pedestres.
Segundo o TCE-PB, as condições encontradas comprometem não apenas a segurança de quem circula pelas ruas, mas também a preservação do patrimônio arquitetônico da Capital. A situação é diferente na chamada Cidade Alta, onde imóveis ocupados por órgãos públicos e instituições religiosas apresentam, de maneira geral, melhores condições de conservação.
O relatório recomenda que os órgãos responsáveis pelo patrimônio ampliem o acompanhamento dos imóveis tombados e adotem ferramentas tecnológicas, como imagens de satélite e drones, além da criação de um painel de riscos com informações sobre a situação de cada bem.
Problemas no interior
Embora a região central de João Pessoa esteja entre os pontos de atenção, o problema identificado pelo TCE-PB se espalha por outras cidades paraibanas.
Em Araruna, por exemplo, a Fazenda Maquiné foi classificada como “estado de ruínas” e considerada uma das situações mais urgentes encontradas pela auditoria. O relatório recomenda, entre outras medidas, o escoramento da estrutura para evitar a perda total da edificação.
Em Campina Grande, foram identificados problemas em patrimônios ferroviários e industriais, incluindo a antiga Estação Ferroviária e seus armazéns. O levantamento também registrou casos de vandalismo e descaracterização arquitetônica.
A auditoria ainda avaliou patrimônios históricos em Rio Tinto e Patos, onde também foram encontradas situações que exigem ações de preservação.
TCE-PB recomenda fiscalização permanente
Entre as medidas propostas pelo Tribunal estão a inclusão de auditorias sobre patrimônio histórico no planejamento periódico da Corte, ações de conservação preventiva, formação de equipes especializadas e ampliação da fiscalização para todas as regiões do Estado.
O TCE-PB também recomenda a criação de mecanismos para incentivar proprietários de imóveis tombados a realizar a manutenção necessária e canais para que a população possa comunicar danos ao patrimônio.
As medidas anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reta final da campanha podem gerar impacto de até R$ 42,3 bilhões nas contas públicas em 2027. Os valores ainda não estão previstos no Orçamento enviado ao Congresso e exigirão ajustes para acomodar as novas despesas e a perda de receitas.
A maior pressão vem do reajuste do Bolsa Família, que terá impacto estimado em R$ 22 bilhões no próximo ano. O benefício mínimo passou de R$ 600 para R$ 691, com os novos valores pagos a partir de outubro.
O Desenrola 3.0 prevê até R$ 15 bilhões para a compra de carteiras de dívidas e deverá começar a gerar despesas em 2027. Já o fim das bets deve representar uma perda de aproximadamente R$ 5,3 bilhões em receitas no próximo ano.
O governo diz que as medidas serão acomodadas dentro das regras fiscais, por meio de remanejamento de recursos, revisão de despesas e eventuais compensações. O impacto final dependerá dos gastos efetivamente realizados e das medidas adotadas para compensar a redução de receitas.
Entre janeiro e agosto de 2026, 1.198 pessoas morreram por diabetes mellitus na Paraíba, conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB). O número equivale a uma média de quase cinco mortes por dia no estado.
Os registros subiram 6,1% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 1.129 óbitos. Em 2024, foram 1.220 mortes entre janeiro e agosto. A reportagem também verificou os dados por tipo de diabetes, faixa etária, sexo e região do estado e conversou com um endocrinologista sobre os fatores que podem contribuir para o agravamento da doença e levar a complicações e mortes.
Maioria das mortes por diabetes está relacionada ao tipo 2
Segundo os dados da SES-PB para 2026, foram registrados 607 óbitos por diabetes tipo 2 entre janeiro e agosto. No mesmo período, foram 136 mortes relacionadas ao diabetes tipo 1.
Outro recorte do Painel de Monitoramento da Mortalidade CID-10 do Ministério da Saúde, com dados de janeiro a maio de 2026, reúne 660 mortes por diabetes na Paraíba.
Nesse levantamento, 310 registros foram de diabetes mellitus tipo 2, o equivalente a 80% dos casos classificados por tipo, enquanto 77 foram de diabetes mellitus tipo 1. As demais mortes se referem a outros tipos menos recorrentes da doença.
Segundo o médico endocrinologista Mário Coutinho, o diabetes tipo 2 concentra a maior parte das mortes porque também é o tipo mais comum da doença. Ele explica que mais de 90% dos diagnósticos de diabetes correspondem ao tipo 2 e que a evolução pode ocorrer sem sintomas por anos.
“O diabetes tipo 2 surge da interação entre predisposição genética e fatores ambientais ou comportamentais. O diabetes tipo 2 tem uma evolução tipicamente silenciosa. O paciente pode passar anos com níveis elevados de glicose no sangue sem apresentar qualquer sintoma evidente. Ao longo desse período sem diagnóstico, o excesso de glicose promove inflamação e lesões progressivas na parede dos vasos sang. uíneos”, explicou o médico.
Diabetes também causou mortes entre pessoas com menos de 60 anos
Embora a maior parte dos óbitos esteja entre as faixas etárias mais altas, o levantamento também registra mortes por diabetes entre pessoas mais jovens. Entre janeiro e maio de 2026, ao todo, foram 12 mortes de pessoas com menos de 60 anos.
10 a 14 anos: 1 morte
20 a 29 anos: 3 mortes
30 a 39 anos: 8 mortes
40 a 49 anos: 38 mortes
50 a 59 anos: 74 mortes
60 a 69 anos: 141 mortes
70 a 79 anos: 183 mortes
80 anos ou mais: 212 mortes
Entre as vítimas, 351 eram mulheres e 309 eram homens.
Paraíba está entre os cinco estados do Nordeste com mais mortes
No recorte regional apresentado pelo painel do Ministério da Saúde, a Paraíba aparece entre os cinco estados do Nordeste com maior número de mortes por diabetes mellitus:
Bahia: 1.895
Pernambuco: 1.282
Maranhão: 1.073
Ceará: 812
Paraíba: 660
Ainda de acordo com o painel, dos 660 óbitos registrados entre janeiro e maio, 355 ocorreram na Macrorregião 1, em João Pessoa.
Na região formada por Agreste, Borborema e Cariri, foram registrados 196 casos. Já no Sertão e Alto Sertão, foram 109 mortes.
Diabetes descontrolado pode afetar coração, rins e visão
O diabetes ocorre quando o organismo não consegue utilizar a glicose adequadamente. No tipo 1, o sistema imunológico destrói as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. No tipo 2, o organismo desenvolve resistência à insulina e, com o tempo, o pâncreas pode não conseguir compensar essa dificuldade.
Quando a glicose permanece elevada, diferentes órgãos podem ser afetados. Segundo o endocrinologista, entre as complicações estão problemas cardiovasculares, insuficiência renal, infecções graves e até perda de visão.
“A glicose cronicamente alta agride os vasos e nervos de todo o organismo. As principais complicações fatais são o infarto do miocárdio, AVC e a insuficiência renal crônica. Destacam-se também as infecções graves e sepse decorrentes do ‘pé diabético’, que são feridas que não doem pela falta de sensibilidade e infeccionam severamente. Além das causas de óbito, o descontrole é uma das maiores causas de perda definitiva de visão em adultos”, disse Mário.
O endocrinologista ainda destaca que é possível ter diabetes e não perceber a doença, principalmente nos casos de diabetes tipo 2. Os sintomas mais comuns aparecem quando a glicose está muito elevada.
“É plenamente possível e muito comum não sentir nada, pois os sintomas clássicos só costumam aparecer quando a glicose atinge patamares bem altos, geralmente acima de 200 a 240 mg/dL. Para evitar o diagnóstico tardio, é fundamental realizar exames preventivos simples de sangue periodicamente, especialmente quem tem mais de 45 anos ou fatores de risco associados, desmistificando a ideia de que a ausência de dor significa ausência de doença”, disse.
Entre os sinais de alerta estão sede intensa, vontade frequente de urinar, fome, perda de peso sem explicação, cansaço, visão turva, dificuldade de cicatrização, infecções de repetição e formigamento ou dormência nas mãos e nos pés.
O médico também orienta que pessoas com fatores de risco façam exames preventivos, como glicemia de jejum e hemoglobina glicada, sem esperar pelo aparecimento dos sintomas.
A defesa de Flávio Bolsonaro (PL) pediu à Justiça Eleitoral a prisão preventiva de George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, por incentivar a disseminação de uma fake news envolvendo Nossa Senhora Aparecida.
De acordo com a notícia-crime, Marques compartilhou no X uma publicação que orientava usuários a continuar espalhando a informação falsa de que Flávio e o PL pretendiam retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A postagem foi apagada posteriormente.
A defesa também pediu busca e apreensão dos equipamentos do servidor e a preservação de registros de suas redes sociais. O pedido ocorre após o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinar a remoção de conteúdos sobre o tema e classificar como “notoriamente inverídica” a afirmação atribuída a Flávio. O boato surgiu a partir da retomada de um projeto apresentado em 2007 por outro parlamentar, que foi posteriormente arquivado. Flávio não era autor da proposta.
A Secom não havia se pronunciado sobre o caso até publicação desta matéria.
George Marques da Silva e Silva é jornalista e analista político. Atua na Secom da Presidência da República e, desde setembro de 2025, ocupa o cargo de coordenador-geral de Estratégia e Informação. Está no Planalto desde janeiro de 2023.
Ao site Poder 360, George afirmou não concordar com a publicação sobre Nossa Senhora Aparecida. Ele disse ter lido o conteúdo, mas afirmou não se lembrar de ter dado RT e atribuiu um eventual compartilhamento a um erro. “Lembro de tê-lo lido, mas isso não significa que eu compartilhe este pensamento”, declarou.
Uma van de entregas colidiu com a pilastra de uma passarela na BR-101, no sentido Conde, em João Pessoa, na manhã deste sábado (26).
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o acidente aconteceu por volta das 10h09. O condutor, de 32 anos, ficou preso às ferragens e chegou a perder a consciência após a colisão. Populares que estavam no local informaram que não havia sangramento intenso.
O motorista foi socorrido por uma ambulância do Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa.
De acordo com o boletim médico divulgado pela unidade, o paciente é procedente do bairro Jardim Veneza. Ele passou por procedimentos médicos de emergência e segue em observação das equipes de Neurocirurgia e Ortopedia, com quadro clínico estável.
Viaturas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros estiveram no local para atender à ocorrência. As circunstâncias que provocaram a colisão deverão ser apuradas.
De acordo com a Polícia Rodoviaria Federal, a via já está liberda.
O incêndio no Centro Comercial de Passagem, em João Pessoa, foi causado por um curto-circuito provocado por sobrecarga no sistema elétrico. A informação consta em um laudo do Corpo de Bombeiros, divulgado neste sábado (26).
Segundo Marmuthe Cavalcanti, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, a prefeitura vai realizar obras para adequar a rede elétrica do prédio.
“Recebemos o laudo pericial dos bombeiros essa semana, foi identificada a causa, e seguindo as orientações deles, está sendo feito um novo projeto de execução elétrica com individualização dos boxes”.
Incêndio
O incêndio aconteceu na tarde de 27 de agosto, no Parque Sólon de Lucena, no Centro de João Pessoa. Pelo menos sete pessoas foram atendidas por inalação de fumaça, sem queimaduras ou casos graves.
O fogo foi controlado por volta das 18h15, mas um novo foco foi registrado às 19h20 e também foi controlado. Comerciantes relataram que os extintores funcionaram, mas que os hidrantes não teriam funcionado durante o incêndio.
Inaugurado em 2006, o Centro Comercial de Passagem possui 297 pontos comerciais, que vendem produtos como roupas, eletrônicos e alimentos.
Três trechos de praias da Paraíba estão impróprios para banho neste fim de semana. Segundo relatório de balneabilidade divulgado pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), os três trechos estão localizados em João Pessoa.
O relatório coletou amostras nos períodos de 21 a 24 de setembro, e é válido até 2 de outubro, data de divulgação do próximo relatório.
Segundo o órgão, a classificação de impróprio vale apenas para uma faixa de 100 metros à direita e à esquerda do ponto de coleta. Fora desse perímetro, as praias seguem liberadas para banho até nova avaliação da qualidade da água.
Após ser feito refém durante um assalto à residência onde estava com a esposa, a prefeita de Pocinhos, Eliane Galdino, o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino (Republicanos), afirmou que perdoou os suspeitos.
Durante um encontro em Pedra Lavrada, Adriano disse que está bem após o episódio e afirmou: “O cidadão levou o que eu tinha, mas eu tô tranquilo, com o coração leve e tô até perdoando esse marginal. E Deus o perdoe por esse ato, esse ato tão violento, essa situação tão deprimente e tão sofrida que eu passei”.
Segundo informações divulgadas sobre o caso, três homens armados e encapuzados invadiram o imóvel, renderam funcionários e fizeram Adriano e Eliane de reféns. Os dois foram trancados em um banheiro enquanto os suspeitos procuravam objetos de valor. Dinheiro, celulares e outros aparelhos eletrônicos foram levados. O caseiro também teria sido agredido.
Apesar do assalto, não houve feridos entre as pessoas que estavam na casa, segundo o delegado Rodrigo Monteiro, seccional de Esperança.
O “Dia D” de vacinação contra o HPV acontece neste sábado (26) na Paraíba. A ação integra a campanha “Setembro em Flor” e tem foco na atualização da caderneta vacinal de crianças e jovens de 9 a 19 anos.
A mobilização acontece a partir das 8h e busca ampliar a vacinação contra o HPV e conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce dos tumores ginecológicos.
Quem pode receber a vacina contra o HPV
Além de crianças e jovens de 9 a 19 anos, a vacinação contempla outros grupos, de acordo com os critérios do Programa Nacional de Imunizações.
Para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, a vacinação é feita em dose única. Adolescentes e jovens de 15 a 19 anos não vacinados também recebem uma dose durante o período de atualização vacinal, que segue até 31 de dezembro.
Pessoas imunodeprimidas de 9 a 45 anos devem receber três doses. A segunda deve ser aplicada dois meses após a primeira, e a terceira, seis meses após a primeira.
Pessoas com Papilomatose Respiratória Recorrente, a partir dos 2 anos, também podem receber três doses, conforme os critérios de vacinação.
Para usuários de PrEP ao HIV de 15 a 45 anos, são indicadas três doses, mediante apresentação de comprovante de uso da PrEP.
Já vítimas de abuso sexual de 2 a 45 anos devem iniciar ou atualizar a vacinação quando não houver histórico vacinal ou quando o esquema estiver incompleto. O número de doses varia conforme a idade e a situação vacinal anterior.
Locais de vacinação em João Pessoa
Shoppings Manaíra e Mangabeira
Horário: 10h às 15h
Home Center Ferreira Costa – BR 230 – Aeroclube
Horário: 8h às 16h
Shopping Sul – Bancários
Horário: das 10h às 16h
Shopping Tambiá – Tambiá
Horário: das 9h às 16h
Novo Atacarejo – Unidade Valentina Figueiredo (R. Brasilino Alves da Nóbrega)
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) confirmou que a bandeira tarifária será verde em outubro. Com isso, não haverá cobrança adicional na conta de luz no próximo mês.
A bandeira verde não era aplicada desde abril. Entre maio e setembro, a bandeira amarela acrescentou R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Segundo a ANEEL, o aumento das chuvas nas regiões Sul e Sudeste, durante a transição entre os períodos seco e úmido, ajudou a estabilizar os níveis dos reservatórios das hidrelétricas.
A bandeira verde indica que não haverá cobrança adicional pelo sistema de bandeiras. O valor final da conta, porém, também depende do consumo e das tarifas de cada distribuidora.
Como funcionam as bandeiras tarifárias?
Criado pela ANEEL em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias informa o custo da geração de energia elétrica no país. A definição é feita mensalmente com base nas condições de operação do SIN (Sistema Interligado Nacional) e nos custos de geração.
Quando a bandeira é verde, não há cobrança adicional. Já as bandeiras amarela e vermelha representam custos maiores de geração e geram valores extras na conta.
Atualmente, os adicionais são:
Bandeira verde: sem cobrança adicional
Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos;
Bandeira vermelha patamar 1: acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos;
Bandeira vermelha patamar 2: acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh
A poucos dias do primeiro turno das eleições presidenciais, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (25) a proibição das apostas e dos jogos virtuais on-line no Brasil. A medida atinge plataformas de bets e cassinos virtuais.
A partir desta sexta, não será mais possível depositar dinheiro nas plataformas. Os sites ficarão disponíveis apenas para o resgate dos valores nas contas até as 23h59 de 5 de outubro, um dia após o primeiro turno.
Quem não retirar o dinheiro até a data terá os valores devolvidos pelos bancos que operam as plataformas entre 9 e 14 de outubro. As medidas foram anunciadas em São Paulo como parte de um pacote para combater o endividamento das famílias.
Além das medidas administrativas, o governo prepara um projeto de lei para estabelecer crimes e penas relacionados às apostas, já que a Constituição impede medida provisória sobre direito penal. A proposta ainda precisará ser analisada pelo Congresso.
De acordo com o portal G1, explorar ou operar apostas de quota fixa poderá resultar em pena de quatro a seis anos de prisão, além de multa. A punição também poderá valer para quem oferece, recebe, registra, intermedeia, disponibiliza ou administra canais e estabelecimentos destinados às apostas.
A proposta prevê aumento de um terço da pena quando envolver eventos virtuais de jogos on-line, como os chamados cassinos virtuais. Já quem fizer propaganda, publicidade ou marketing para incentivar apostas poderá pegar de dois a quatro anos de prisão, além de multa. A mesma pena poderá ser aplicada a quem recrutar apostadores ou ganhar dinheiro com esse tipo de publicidade.
Também poderá ser crime fornecer, comercializar ou segmentar listas de dados pessoais para direcionar publicidade de apostas. A pena prevista é de dois a quatro anos, com agravantes quando envolver histórico de perdas, transtornos relacionados ao jogo ou dados de crianças e adolescentes.
Instituições ou agentes que realizarem, processarem ou armazenarem pagamentos de apostas sabendo da origem dos recursos, além de desenvolvedores e distribuidores de aplicativos e plataformas de apostas, também poderão receber pena de dois a quatro anos de prisão.
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