Um homem, que não teve a identidade divulgada, tentou furtar uma sorveteria durante a madrugada desta terça-feira (11), em Santa Rita, na Grande João Pessoa. Segundo informações repassadas, o suspeito procurou por dinheiro e objetos de valor dentro do estabelecimento, mas, como não encontrou, decidiu preparar o próprio sorvete antes de deixar o local.
Imagens de câmeras de segurança registraram a movimentação do homem na área externa da sorveteria. Ele aparece verificando uma forma de entrar no estabelecimento. Nas imagens, no entanto, não é possível identificar como ele conseguiu acessar o interior da unidade.
Já dentro da sorveteria, o suspeito passa a procurar dinheiro e outros objetos que pudessem ter algum valor. Como não encontrou o que procurava, ele vai até o freezer e começa a preparar um sorvete.
O homem escolhe diferentes sabores disponíveis no estabelecimento e monta o próprio sorvete. Em seguida, acrescenta condimentos e caldas antes de consumir o produto. Em outro momento, ele aparece cobrindo o rosto com um pano enquanto prepara o sorvete.
Os proprietários da sorveteria registraram um boletim de ocorrência sobre o caso.
Suspeitos de fabricar e distribuir anabolizantes são alvos da polícia do DF — Foto: PCDF/Reprodução. Mabel Pontes
Um homem suspeito de participar de uma rede de produção de comércio ilegal de anabolizantes foi preso na manhã desta quarta-feira (12), em João Pessoa.
A operação da Polícia Civil contra o grupo criminoso foi deflagrada no Distrito Federal, e constatou que o esquema também acontecia em outros estados do Brasil: Goiás, Paraíba, Paraná, Acre e Minas Gerais.
Na Paraíba, os investigadores identificaram um laboratório filial operado a partir de uma mansão alugada e de uma residência de alto padrão à beira-mar, que contava com apoio de familiares e de uma parceira local no recebimento de insumos importados por correio.
A Polícia Civil da Paraíba cumpriu dois mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão relacionados à operação em João Pessoa. O suspeito preso foi encaminhado à carceragem da Cidade da Polícia Civil e está à disposição da Justiça.
Produção ilegal de anabolizantes
Os policiais afirmam que os anabolizantes eram produzidos de forma caseira e com substâncias hormonais, diuréticos e estimulantes precários. Médicos veterinários cooperavam, emitindo receitas falsas para a compra de medicamentos de uso controlado em estabelecimentos agropecuários.
Para das mais legitimidade aos produtos, os suspeitos usavam rótulos em língua estrangeira e bandeiras de outros países. Além disso, nutricionistas e treinadores recomendavam as substâncias, afirma a Polícia Civil.
Os agentes cumprem 45 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 32 milhões dos investigados – 11 veículos de luxo serão apreendidos (veja vídeo acima). Além disso, 13 estabelecimentos foram fechados e 22 perfis em redes sociais foram derrubados.
Entre os alvos de prisão estão Roberto Carlos Pereira de Carvalho, conhecido como Jiraiya e apontado como chefe do esquema; a influenciadora Ana Luiza de Nazaré Lima e Alam Manoel Lima.
O Ministério Público da Paraíba instaurou um inquérito civil para investigar a regularidade urbanística, ambiental e paisagística do Edifício The Haus – Resort Residence, localizado na Rua Norberto de Castro Nogueira, no bairro Jardim Oceania, em João Pessoa.
A investigação do empreendimento da Construtora Galvão Amorim visa identificar se existe desconformidade entre a altura efetivamente construída e o limite permitido pela legislação para edificações na faixa de proteção da orla marítima do estado.
O procedimento foi instaurado pelo 43º Promotor de Justiça de João Pessoa, Francisco Bergson Gomes Formiga Barros, após uma manifestação encaminhada pela Ouvidoria do próprio MPPB.
Segundo a portaria, a denúncia apontava possível irregularidade relacionada às limitações de altura aplicáveis ao empreendimento.
Durante a apuração inicial, a Secretaria de Planejamento de João Pessoa (Seplan) informou ao Ministério Público que houve alteração na altura da edificação em relação ao projeto originalmente aprovado.
Em uma análise anterior, o órgão municipal enquadrou o empreendimento na sexta faixa de restrição e, com base nos parâmetros então previstos na Lei Complementar Municipal nº 166/2024, considerou como referência o limite de 28,50 metros para o piso do último pavimento.
Na ocasião, a Seplan informou que o piso do 9º pavimento estava na cota de 26,71 metros. O Ministério Público, porém, considerou que essa informação não é suficiente para determinar a altura total da construção, uma vez que a medição se refere ao piso do 9º pavimento e não necessariamente aos elementos superiores da edificação.
A portaria de investigação destaca ainda que houve alterações no quadro jurídico relacionado ao gabarito da orla, tornando necessária uma nova avaliação da situação.
O MPPB determinou que a Seplan reavalie o empreendimento considerando o regime urbanístico aplicável após o controle de constitucionalidade da Lei Complementar nº 166/2024, inclusive com referência, quando pertinente, à metodologia prevista no Decreto Municipal nº 9.718/2021.
O Ministério Público aponta que, até o momento, não foi possível definir tecnicamente qual seria eventual excesso de altura, em metros ou centímetros, nem a área da edificação eventualmente atingida pela possível irregularidade.
Também não foram identificados de forma conclusiva os pavimentos ou estruturas que poderiam estar acima do limite legal.
Outro ponto sob investigação é a existência e o alcance de eventual carta de habite-se. De acordo com a portaria, não há, até o momento, comprovação documental nos autos sobre o documento, sua data, número, processo administrativo ou, principalmente, sobre qual configuração física da edificação estaria abrangida por eventual habite-se.
Seplan terá que realizar nova medição
Como parte das diligências, o MPPB concedeu à Seplan prazo de 15 dias úteis para apresentar uma manifestação técnica conclusiva sobre a situação do empreendimento.
As Eleições Gerais de 2026 terão uma novidade no encerramento da votação. As duas últimas pessoas a votar em cada seção eleitoral serão convidadas a acompanhar os procedimentos de encerramento e a impressão do boletim de urna, documento que registra os resultados daquela seção.
Segundo o consultor legislativo do Senado nas áreas de direito constitucional e eleitoral Arlindo Fernandes de Oliveira, a medida pode ampliar a transparência e a confiança no processo eleitoral.
Impresso pela urna eletrônica após o encerramento da votação, o boletim reúne informações como a identificação da seção e da zona eleitoral, o número de eleitores aptos, votantes e faltosos, além dos resultados para candidatos, partidos e legendas.
O documento também registra votos brancos e nulos, o total de votos por cargo, horários de início e encerramento da votação e informações de identificação da urna. Um código QR e uma sequência de caracteres permitem verificar os dados registrados.
O boletim de urna não mostra o voto individual de cada eleitor. Ele apresenta apenas o resultado consolidado da votação naquela seção, preservando o sigilo do voto.
A votação começa às 8h e termina às 17h, pelo horário de Brasília. Eleitores que estiverem na fila no horário de encerramento recebem senha e têm o direito de votar.
Após o último voto, a urna imprime cinco vias obrigatórias do boletim e pode emitir até 15 vias adicionais. Uma delas é afixada na seção para consulta pública, enquanto as demais são destinadas à documentação e à fiscalização do processo eleitoral.
As duas últimas pessoas a votar poderão acompanhar o procedimento e receber cópias impressas do boletim.
A não emissão do boletim de urna imediatamente após a apuração é considerada crime eleitoral, conforme o Código Eleitoral.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta terça-feira (11), um alerta amarelo de baixa umidade do ar para 64 municípios, localizados no Sertão da Paraíba. O aviso segue vigente até às 23h desta terça-feira (11). (Veja lista de municípios abaixo).
Perigo potencial: Para as cidades sob alerta amarelo, a umidade relativa do ar deve variar entre 30% e 20%. Durante o aviso, há baixo risco de incêndios florestais e de impactos à saúde, mas a população deve adotar medidas de prevenção para reduzir os efeitos do tempo seco.
O Ministério da Previdência Social ampliou a lista de doenças e condições que permitem o acesso ao auxílio por incapacidade temporária sem a exigência de carência mínima. A gestação de alto risco passou a integrar o rol a partir de 24 de julho de 2026. Com a inclusão, o total de doenças e condições que dispensam as 12 contribuições mensais mínimas ao INSS subiu para 18.
A mudança foi formalizada por portaria publicada no Diário Oficial da União e assinada pelos ministros Wolney Queiroz, da Previdência Social, e Alexandre Padilha, da Saúde. O benefício atingido pela alteração é conhecido popularmente como auxílio-doença; a denominação oficial foi substituída pela expressão auxílio por incapacidade temporária.
A lista foi criada pela Lei nº 8.213, de 1991, e passou por duas ampliações desde então. A primeira foi em 2022, com a inclusão do acidente vascular encefálico agudo e do abdome agudo cirúrgico, em casos considerados graves. A 2ª foi a recente incorporação da gestação de alto risco.
Em junho de 2026, o INSS pagou 42,1 milhões de benefícios. Desse total, 29,1 milhões, que representam 69,1% do montante, foram depositados com o valor do piso nacional. Cerca de R$ 698,6 milhões foram destinados aos auxílios-doença em todo o país, segundo dados do Boletim Estatístico da Previdência Social.
As doenças e condições que dispensam a carência mínima de 12 contribuições ao INSS são:
tuberculose ativa;
hanseníase;
transtorno mental grave, desde que cursando com alienação mental;
neoplasia maligna;
cegueira;
paralisia irreversível e incapacitante;
cardiopatia grave;
doença de Parkinson;
espondilite anquilosante;
nefropatia grave;
estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante);
síndrome da deficiência imunológica adquirida (aids);
contaminação por radiação, com base em conclusão da medicina especializada;
hepatopatia grave;
esclerose múltipla;
acidente vascular encefálico agudo;
abdome agudo cirúrgico;
gestação de alto risco.
Para o acidente vascular encefálico agudo e o abdome agudo cirúrgico, a dispensa da carência só se aplica quando os quadros apresentam evolução aguda e atendem aos critérios de gravidade estabelecidos. A avaliação é feita pela Perícia Médica Federal.
O preço da cesta básica em João Pessoa caiu em julho, em comparação com o mês anterior. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgados nesta segunda-feira (10), a redução ficou entre 6,04% e 6,71%.
Com a queda, o valor médio da cesta básica na capital paraibana passou a R$ 644,04. O preço está entre os menores registrados no país nas capitais das regiões Norte e Nordeste.
Cesta básica mais barata do Nordeste
O levantamento também analisou os preços nas demais capitais nordestinas. Aracajuapresentou a cesta básica mais barata da região, com valor de R$ 594,07.
Na sequência aparecem Maceió (R$ 618,60), Natal (R$ 631,51) e João Pessoa (R$ 644,04).
Natal e Maceió tiveram as maiores reduções de preço entre todas as capitais analisadas, com quedas de 7,95% e 7,87%, respectivamente.
Salvador e Fortaleza também registraram recuos nos preços, acompanhando a tendência observada em João Pessoa, com reduções entre 6,04% e 6,71%.
Na contramão do cenário nacional, São Luís foi a única das 26 capitais analisadas que apresentou aumento no custo da cesta básica. Na capital maranhense, a alta foi de 0,3% em julho.
Preços de alimentos tiveram comportamentos diferentes
A pesquisa avaliou o comportamento dos produtos que compõem a cesta básica, formada por 12 itens nas regiões Norte e Nordeste e 13 na região Centro-Sul.
Entre os produtos analisados, batata, tomate, café e açúcar ficaram mais baratos na maioria das capitais.
Batata e tomate
A batata registrou quedas que variaram entre 15,55% em Cuiabá e 31,12% em Brasília.
O tomate teve redução de preço em 26 capitais. Segundo o levantamento, a queda está relacionada à maior oferta dos produtos, impulsionada pela intensificação da safra de inverno, pelas temperaturas favoráveis à maturação e pela melhora na produtividade.
Café em pó
O preço do café em pó caiu em 23 capitais, influenciado pela expectativa em relação à produção mundial e pela redução das exportações.
As principais quedas ocorreram em Campo Grande (5,19%) e Aracaju (3,74%).
Por outro lado, preocupações com o clima e o atraso na colheita provocaram aumentos no Rio de Janeiro (0,74%), Palmas (0,73%), Goiânia (0,68%) e Recife (0,29%).
Açúcar
O açúcar ficou mais barato em 20 capitais, com reduções entre 0,57% em Aracaju e 7,54% em Campo Grande.
O grande volume de cana-de-açúcar colhido contribuiu para a queda do preço do produto no varejo.
Carne bovina
O preço do quilo da carne bovina de primeira apresentou comportamento diferente entre as capitais.
O produto ficou mais barato em 14 cidades, com destaque para Florianópolis (2,94%) e Brasília (0,09%).
Em outras 12 capitais, houve aumento, influenciado pela oferta restrita de animais para abate e pelo desempenho das exportações.
As maiores altas foram registradas em Aracaju (2,15%) e Boa Vista (2,10%). Em Porto Alegre, o preço permaneceu estável.
Feijão
O preço do feijão subiu em 17 capitais e caiu em outras 10.
De acordo com o levantamento, o avanço da colheita aumentou a oferta do feijão-carioca, enquanto perdas registradas na segunda safra da região Sul restringiram a disponibilidade do feijão-preto.
Leite
O leite ficou mais caro em 21 capitais, com altas entre 0,25% em Belém e 6,27% em Boa Vista.
As baixas temperaturas registradas no campo afetaram negativamente a produção da matéria-prima, contribuindo para a elevação das cotações do leite longa vida.
Informações detalhadas sobre os preços individuais dos produtos podem ser consultadas nos sites da Conab e do Dieese.
Pesquisa Gerp mostra que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 53% de desaprovação entre os eleitores brasileiros. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (11).
Segundo o instituto, 42% aprovam a gestão do petista, enquanto 5% não souberam responder ou preferiram não opinar.
A pesquisa Gerp realizou 2.400 entrevistas remotas, entre os dias 6 e 10 de agosto, com eleitores de cinco regiões do Brasil. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08045/2026.
O governador Lucas Ribeiro (PP), candidato à reeleição, anunciou nesta terça-feira (11) a médica Lígia Feliciano (União Brasil) como candidata a vice-governadora. A definição também altera a chapa de Nabor Wanderley (Republicanos) para o Senado: Renato Feliciano deixa a segunda suplência.
Ex-vice-governadora da Paraíba, Lígia retorna a uma chapa majoritária estadual. Ela já ocupou o cargo por dois mandatos consecutivos. Foi eleita vice de Ricardo Coutinho (PSB), em 2014, e de João Azevêdo (PSB), em 2018.
Na apresentação de Lígia, Lucas usou os dois mandatos anteriores da médica como um dos argumentos para justificar a escolha.
“A Paraíba avançou muito nos últimos anos, com obras e políticas públicas históricas que muitos prometeram, mas fomos nós que tiramos do papel. E tudo que conquistamos até aqui preparou nosso estado para ir ainda mais longe. Para continuar nessa pisada, a gente precisa de gente preparada. Por isso, conto com doutora Lígia como minha vice. Uma mulher que tem experiência e vontade de levar esse crescimento cada vez mais pra casa e pra vida dos paraibanos”, afirmou Lucas.
Lígia confirmou que aceitou a candidatura e citou saúde, segurança, políticas para mulheres e oportunidades entre os temas que pretende defender na chapa.
“Lucas, eu estou pronta para essa missão e quero levar minha experiência para trabalhar ao seu lado pela Paraíba, que cresce cada vez mais, cresce na saúde, na segurança, no apoio às mulheres e na oportunidade para todos”, declarou.
A rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva supera a aprovação entre os eleitores a menos de dois meses do primeiro turno das eleições. Uma pesquisa da Futura/100% Cidades divulgada nesta terça-feira (11), mostrou que 49,9% desaprovam o petista, enquanto 47,3% o aprovam. Outros 2,9% não souberam ou não responderam.
Aprovação de Lula
Desaprova: 49,9%
Aprova: 47,3%
Não sabe/Não respondeu: 2,9%
A avaliação geral do presidente também mostra divisão. Para 43% dos entrevistados, Lula é ruim ou péssimo. Outros 39,5% consideram o presidente regular. Apenas 17,1% avaliam sua atuação como ótima ou boa.
Metodologia
O levantamento ouviu 2 mil eleitores, com 16 anos ou mais, entre 3 e 7 de agosto. As entrevistas ocorreram por telefone em 690 cidades. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com 95% de confiança. A pesquisa tem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08109/2026.
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu um inquérito civil para investigar a Prefeitura de Picuí, no Seridó paraibano, por suspeita de não nomear aprovados em concurso público e contratar funcionários temporários para as mesmas funções.
Segundo o MPPB, a denúncia sobre a suposta irregularidade foi feita à Ouvidoria. A Prefeitura estaria contratando procurador, agentes e auxiliares administrativos, mesmo havendo concurso público vigente para as respectivas funções.
O órgão determinou que o prefeito encaminhe cópias do edital do último concurso, do ato de homologação e de possíveis prorrogações. Também deverá enviar a relação dos aprovados que ainda aguardam nomeação e das pessoas contratadas de forma temporária ou comissionada para as funções citadas na denúncia.
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