
O juiz Kéops de Vasconcelos, do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, determinou, nesse domingo (02), sigilo máximo ao inquérito aberto pela Polícia Federal (PF) para investigar crimes eleitorais com base nas investigações da Operação Perfidus, da Polícia Civil.
A abertura da investigação foi revelada com exclusividade na semana passada pelo Blog Wallison Bezerra. Por conta do foro privilegiado de autoridades, o caso está sendo acompanhado pelo TRE.
“Considerando a existência de quebra de sigilo de dados telemáticos nestes autos e a necessidade de sigilo para o sucesso das investigações, acolho o pedido da Polícia Federal e determino que seja atribuído o grau 5 de sigilo presente feito”,determinou Keops.
O inquérito
A investigação no âmbito da Operação Perfidus, que prendeu o delegado Braz Marroni e outros agentes da Polícia Civil, saiu da esfera policial, cujo foco é apurar a ligação de policiais com tráfico de drogas, e ingressou na classe política.
Na última quarta-feira (29), a Polícia Federal comunicou ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) a abertura de um inquérito para investigar a suspeita de crimes eleitorais com base em um relatório enviado pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil da Paraíba, responsável pela Perfidus.
Os nomes de políticos que eventualmente estão envolvidos ainda não foram divulgados devido ao sigilo judicial.
A nova frente de apuração se deu após a quebra de dados determinada pela 2ª Vara Regional das Garantias de João Pessoa. Entre os indícios encontrados, estão a suspeita de contratação irregular de serviços para o desvio do Fundo Eleitoral.
Uma outra linha escrita em um relatório da Polícia Civil descreve à prática relacionadas “à lavagem de dinheiro, financiamento eleitoral irregular e atuação em organização criminosa” nas últimas eleições na Paraíba.



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