
A Paraíba registrou aumento nos principais indicadores de violência contra a mulher em 2025, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nesta quinta-feira (23).
O estado registrou 1.666 casos de descumprimento de medidas protetivas de urgência (MPU), contra 1.397 em 2024, um aumento de 18,7%, acima da média nacional, de 16,7%. A taxa foi de 40 casos por 100 mil habitantes, abaixo da média brasileira, de 61,9 por 100 mil habitantes.
Segundo o Anuário, o descumprimento de medidas protetivas é um dos principais sinais de alerta para a violência contra a mulher, pois pode indicar a continuidade das agressões e anteceder casos de feminicídio.
Feminicídios
Em 2025, a Paraíba também registrou 36 feminicídios, contra 26 em 2024, um aumento de 37,8%. Os feminicídios passaram a representar 47,4% dos homicídios de mulheres no estado. Em 2024, esse percentual era de 38,8%.
Os dados mostram que nenhuma das 36 vítimas de feminicídio tinha medida protetiva ativa no momento do crime. Em 2024, duas vítimas estavam sob proteção judicial.
Já as tentativas de feminicídio tiveram redução de 3,2%, passando de 36 para 35 casos.
Outros dados
O Anuário também aponta aumento em outros indicadores. A violência psicológica registrou 715 vítimas, alta de 41,2%. Os casos de stalking chegaram a 2.147 ocorrências, crescimento de 39,3%. Já a lesão corporal em contexto de violência doméstica somou 1.435 registros, alta de 4,3%.
Entre os principais indicadores, apenas o crime de ameaça apresentou queda. Foram 11.577 ocorrências em 2025, redução de 1,4% em relação ao ano anterior.
Crimes sexuais
Os crimes contra a dignidade sexual também aumentaram. Os casos de estupro e estupro de vulnerável com vítimas do sexo feminino somaram 1.216 registros, alta de 17,7%. A importunação sexual teve 430 ocorrências, aumento de 0,7%, enquanto o assédio sexual registrou 102 casos, crescimento de 0,5%.






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