
A Corte Suprema de Cassação da Itália divulgou, nesta sexta-feira (12), um documento com os motivos que levaram à anulação da extradição da ex-deputada Carla Zambelli ao Brasil. Segundo o documento, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, responsável pelo caso, teria atuado de forma parcial.
De acordo com a decisão, Moraes teria sido vítima dos crimes atribuídos à ex-parlamentar, já que um mandado de prisão falso em seu nome foi inserido no sistema. Ao mesmo tempo, o ministro conduziu as investigações e determinou prisões e medidas cautelares.
Para a Justiça italiana, esse “acúmulo de funções” resultou em uma “violação macroscópica” da imparcialidade objetiva do juiz, comprometendo o processo no Brasil e inviabilizando a extradição.
No Brasil, Zambelli foi condenada a 10 anos de reclusão e 200 dias-multa pelos crimes de acesso abusivo a sistema informático e falsidade ideológica.



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