Uma operação da polícia do Rio Grande do Norte prendeu, na manhã desta terça-feira (6), dois investigados que estavam foragidos em João Pessoa. Os mandados foram cumpridos no bairro Muçumago.
De acordo com a Polícia Civil da Paraíba, os presos são investigados por tráfico e lavagem de dinheiro. Além das prisões foi cumprido também um mandado de busca e apreensão.
Com as pessoas presas, foi apreendido um carro, um celular, uma arma de fogo e munições.
Os presos foram encaminhados para a Cidade da Polícia Civil, onde passarão por audiência de custódia e ficarão à disposição da justiça.
Senador Veneziano Vital do Rêgo vota para presidente no 2º turno das Eleições 2026 em Campina Grande.. Artur Lira / TV Paraíba
Reeleito este ano para mais 8 anos no Senado, o senador paraibano Veneziano Vital do Rêgo (MDB) terá uma árdua missão pela frente: vai relatar a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) do Judiciário. A proposta buscará modificar pontos específicos sobre mudança no modelo de escolha de ministros e vitaliciedade dos cargos.
Na campanha eleitoral, o paraibano já adiantou ser favorável ao fim das indicações de ministros pelos presidentes da Republica.
Ele avalia que o formato de indicações tem provocado desgastes. Um exemplo disso é o debate sobre a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), indicados pelos chefes do Executivo e cujos nomes são aprovados no Senado.
Ainda não há detalhes sobre outros pontos que deverão ser tratados na PEC. O que é possível concluir, porém, é que mesmo com o apelo popular por modificações nesse tema, não será simples chegar a denominadores comuns junto aos membros do Judiciário.
É que mudanças precisam ser feitas, mas sem retirar as garantias de soberania e independência que são próprias do exercício da atividade. É um grande desafio.
O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação na Justiça Federal para garantir a segurança dos moradores da comunidade tradicional do Renascer, em Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa. Segundo o órgão, famílias vivem sob ameaças, restrições de circulação e expulsões de suas casas devido à atuação de organizações criminosas. Dados da Polícia Militar apontam nove mortes violentas no bairro em um período de 12 meses.
A ação foi apresentada contra a União, o Governo da Paraíba, a Prefeitura de Cabedelo, o ICMBio e a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). O MPF pede que o Estado apresente, em até 30 dias, um plano emergencial de segurança, com presença policial contínua, retirada de câmeras clandestinas e melhorias na iluminação. O órgão também solicita assistência às famílias expulsas ou ameaçadas.
Além das medidas emergenciais, o MPF quer a criação de um plano integrado para melhorar a segurança, a infraestrutura, a moradia, os serviços públicos e a proteção das atividades tradicionais, como pesca e mariscagem. Segundo o órgão, o caso é acompanhado desde 2024, mas as medidas adotadas até agora não foram suficientes para interromper as violações de direitos dos moradores.
O Ministério Público de Contas ingressou, nesta quinta-feira (29), com uma representação junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) pedindo o afastamento do policial militar João Paulo Ramos Almeida das atividades que exerce na Corte de Contas.
Além de PM, João Paulo é sócio da Mangiare Pizzaria e Restaurante. Após a derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL) e confirmação da reeleição do presidente Lula (PT), o estabelecimento fez publicações nas redes sociais pedindo que eleitores de esquerda não comprem no local.
Para os procuradores Manoel Antônio Neto e Marcílio Toscano, a divulgação do conteúdo “projeta a manifestação para além de uma conversa privada”.
“O Estatuto dos Policiais Militares da Paraíba, Lei Estadual no 3.909/1977, estabelece no art. 27, XIII, o dever de conduta ilibada na vida pública e particular. Os incisos XVI e XIX do mesmo artigo exigem a preservação do respeito e do decoro, inclusive fora do serviço, e o zelo pelo bom nome da corporação. A proteção da reputação funcional resulta do cumprimento desses deveres, e sua avaliação exige fatos individualizados. A separação entre vida funcional e vida privada não elimina a responsabilidade por condutas externas ao serviço que, nos termos do regime jurídico aplicável, comprometam deveres da carreira”, diz a representação.
Por isso, o MPC pediu o afastamento cautelar do militar “do exercício de atividades no TCE-PB, com retirada da lotação e dos acessos funcionais decorrentes de sua atuação no Tribunal, e devolução à Polícia Militar, para que o órgão de origem conduza a apuração da conduta e da possível atuação empresarial incompatível”.
“A devolução pretendida não constitui penalidade disciplinar nem afastamento do serviço ativo da PMPB. Seus efeitos deverão limitar-se ao exercício junto ao Tribunal, sem supressão da remuneração legalmente devida, observadas as regras próprias das parcelas vinculadas ao efetivo exercício de determinada função”, argumentam os procuradores.
A Prefeitura de João Pessoa divulgou, nesta quinta-feira (29), as atrações do Réveillon 2027, que será realizado na noite de 31 de dezembro, no Busto de Tamandaré, na orla da Capital.
A programação contará com Elba Ramalho, Rafa & Pipo Marques, Mirandinha e convidados, Ramon Schnayder e Orquestra Sanhauá de Frevos.
O anúncio foi feito durante um evento da gestão municipal, que também apresenta a programação de Natal e do festival Forró Verão 2027.
Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência | Divulgação/Vittor Sales
A Polícia Federal (PF) estaria avaliando pedir o bloqueio de bens do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A medida incluiria ainda o bloqueio de contas bancárias do parlamentar.
A base do pedido, avaliado para um segundo momento, seria o poder econômico do político e seu apoio de aliados no exterior. A medida contra Flávio seria também uma resposta após descumprimento de determinação judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) visto que o político não entregou seus documentos e não respeitou a proibição de sair do país.
O pedido contra o senador deve incluir a situação do advogado Willer Tomaz, que saiu do Brasil e é investigado no mesmo inquérito por suposta lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A PF apura se Flávio teve apoio de outros políticos aliados para sair do Brasil.
Flávio foi para os Estados Unidos após ter sido intimado a entregar seus passaportes. Ele deixou o Brasil na última terça-feira (27). Após passar por Argentina e Equador, o senador chegou em Miami na quarta-feira (28). As informações são da coluna de Elijonas Maia, da CNN Brasil.
O delegado Braz Morroni e o agente Eduardo Jorge Ferreira, conhecido como “Mão Branca”, foram exonerados da Polícia Civil da Paraíba. Os dois estão presos desde 2 de junho de 2026, suspeitos de envolvimento em um esquema de desvio de drogas.
As exonerações foram publicadas no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (29). Os dois foram presos na Operação Perfídus e afastados dos cargos.
Braz Morrone atuava na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), em João Pessoa. Segundo a investigação, ele é suspeito de participar do desvio de drogas apreendidas, receber parte dos lucros da revenda e usar sua posição para proteger integrantes do grupo.
Eduardo Jorge Ferreira, conhecido como “Mão Branca”, é investigador da Polícia Civil. Ele é suspeito de atuar na retirada de drogas apreendidas, no monitoramento de carregamentos, na manipulação de rastreadores e no armazenamento de entorpecentes.
Réus na Justiça
A Justiça da Paraíba aceitou a denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e tornou réus oito investigados na Operação Perfídus. Entre eles estão o delegado Braz Morrone e os agentes Everton Aires e Eduardo Jorge.
Segundo a denúncia do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), os investigados são suspeitos de integrar uma organização criminosa armada que desviava carregamentos de drogas de facções rivais para revendê-los no comércio ilegal.
O grupo também é suspeito de lavagem de dinheiro. A investigação foi realizada pelo Ministério Público, por meio do Gaeco, e pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
Dois homens armados assaltaram uma loja de produtos importados em Pombal, no Sertão da Paraíba. O proprietário estimou um prejuízo de cerca de R$ 70 mil com o roubo de relógios e pertences pessoais das vítimas.
Segundo o proprietário, os suspeitos entraram no estabelecimento como se fossem clientes. Dentro da loja, eles mostraram que estavam armados com revólveres e chegaram a efetuar dois disparos.
Durante a ação, ameaçaram as pessoas presentes e levaram todos os relógios da loja, além de objetos pessoais.
Após o crime, a dupla fugiu em uma motocicleta. A Polícia Militar informou que os suspeitos já foram identificados e realiza buscas para localizá-los. A Polícia Civil deve analisar imagens de câmeras de segurança para auxiliar na investigação.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (29), a Operação Alter Ego 2, em Campina Grande, para investigar uma mulher suspeita de usar identidade falsa para receber benefícios do INSS. Segundo as investigações, a fraude teria causado prejuízo de mais de R$ 109 mil aos cofres públicos.
A ação cumpriu um mandado de busca e apreensão, além do sequestro de valores em contas bancárias da investigada. Ela teria usado documentos falsos durante anos para receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) e uma aposentadoria por invalidez.
A operação é um desdobramento da primeira fase, realizada em 27 de outubro, também em Campina Grande, quando a PF investigou um idoso suspeito de usar outra identidade falsa para receber o BPC/Loas por mais de 10 anos.
A mulher poderá responder por falsidade ideológica, uso de documentos falsos e estelionato majorado, caso os crimes sejam comprovados.
O governador reeleito da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), criticou nesta quarta-feira (28) a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil. Segundo ele, a atitude contraria o discurso patriótico defendido pelo parlamentar durante a campanha presidencial.
“Um patriota não vai embora, não foge do seu país. Ficaria aqui, responderia pelos seus atos, se defenderia, porque tem toda a possibilidade disso. Então, eu acho que fugir dessa forma é um recado muito feio de covardia para o seu eleitorado”, afirmou.
Lucas Ribeiro também defendeu a pacificação do país após a disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro, encerrada no domingo (25) com a reeleição do petista.
“Chegou a hora da gente pacificar o nosso país, todo mundo baixar as armas e realmente se unir pela nação, se unir pelo nosso país. É isso que a gente precisa agora e não ficar nessa briga e alimentando essa briga”, declarou.
O Ministério Público do Trabalho da Paraíba (MPT-PB) registrou cerca de 70 denúncias de assédio eleitoral no trabalho durante o período eleitoral, sendo 10 após o segundo turno, realizado no domingo (25). Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (28).
Na semana anterior ao segundo turno, o órgão já havia registrado aproximadamente 50 denúncias.
O procurador do trabalho Rogério Sitônio Wanderley destacou casos em que empregadores impediram trabalhadores de exercer o direito ao voto.
“Nesse segundo turno, nós tivemos vários casos em que empregadores tentaram ou impediram de fato que seus trabalhadores exercessem o direito de voto, o que é uma prática totalmente ilegal e que pode acarretar não só responsabilização civil, mas também criminal”, afirmou.
Segundo o procurador, houve casos de empresas que não organizaram o transporte de trabalhadores que moravam em outras cidades para votar. Essas situações são investigadas pelo órgão.
O que é assédio eleitoral?
De acordo com o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o assédio eleitoral ocorre quando alguém constrange, influencia, restringe ou ameaça um trabalhador por causa de seus direitos ou escolhas políticas.
A prática não exige uma ameaça direta. Também pode ocorrer quando o empregador usa sua posição para interferir na escolha política do funcionário ou condicionar vantagens profissionais ao apoio eleitoral.
Como denunciar?
A denúncia pode ser feita diretamente ao Ministério Público do Trabalho, pelos canais oficiais ou presencialmente. O trabalhador pode denunciar de forma sigilosa.
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